CAVEIRA - MORRO DO FÊNIX

674 Words

Cinco anos. Cinco anos desde que eu fiz o Coringa cair. O Morro do Fênix respira do jeito que eu gosto: organizado, armado e quieto quando precisa. Aqui não tem bagunça. Aqui tem regra. Cada beco tem olho. Cada laje tem fuzil. Cada boca trabalha no horário certo. Eu não levanto a voz. Eu não preciso. Quando eu olho, os caras entendem. Eu aprendi cedo que guerra não se ganha só no gatilho. Se ganha na cabeça. E foi na cabeça que eu derrubei ele. Coringa sempre foi impulsivo. Forte. Respeitado. Tinha o Morro da Esperança na mão como se fosse extensão do corpo. Mas ele confiava demais. E confiança, no nosso mundo, é falha. Eu comprei informação. Comprei rota. Comprei silêncio. Entreguei o caminho errado como se fosse o certo. Quando ele percebeu, já tava cercado. A polícia fez o resto.

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD