O prédio continuava o mesmo: antigo, discreto demais para chamar atenção, exatamente o tipo de lugar que passava despercebido aos olhos errados. 22K estacionou o carro a meia quadra, conferiu o endereço mais uma vez e pegou a pequena caixa no banco do passageiro. Era simples, sem marca, sem remetente. Do jeito que tinha que ser. Ele respirou fundo antes de descer. Não gostava daquele tipo de missão. Não gostava de campainha, de corredor apertado, de conversa atravessada. Preferia resolver as coisas onde a hierarquia era clara. Ali não era. Caminhou até o portão, tocou o interfone. — Quem é? — a voz feminina veio seca, desconfiada. — Entrega pro 302. Daniela Ferreira. Silêncio. Alguns segundos longos demais. — Só um minuto. O portão destravou. 22K entrou, subiu a escada estreita, deg

