CORINGA - PERDENDO O CONTROLE

1093 Words

A cela parecia pequena demais para a cabeça de Rafael naquela manhã. O concreto suava, o ar estava pesado, e o barulho constante do pavilhão — vozes, ferro batendo, passos — só piorava tudo. Ele estava sentado na beira da cama, o celular na mão, olhando a tela apagada como se ela fosse desobediente de propósito. Sem resposta. De novo. A última imagem ainda estava viva na memória: Daniela encerrando a chamada na cara dele, o olhar firme, desafiador, como se não tivesse medo nenhum. E o pior não era isso. O pior era o silêncio depois. Rafael não lidava bem com silêncio quando vinha de quem ele queria controlar. Digitou mais uma mensagem. Nada. Outra. Nada. O maxilar travou. Os dedos apertaram o celular com força suficiente para quase quebrar. — Teimosa do car.alho… — rosnou baixo.

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