A moto parou devagar em frente ao prédio. O sol já estava alto, a rua mais movimentada que na noite anterior, como se nada tivesse acontecido. Camila desceu com cuidado, ainda sentindo o corpo reclamar em cada movimento. O curativo no supercílio chamava atenção, o inchaço no rosto não dava pra esconder. 22K tirou o capacete e ficou olhando pra ela por alguns segundos. — Consegue subir sozinha? — perguntou, direto. — Consigo. — ela respondeu, firme demais pra alguém ainda dolorida. Ele observou o prédio. — Quer subir? Camila hesitou por meio segundo. — Pra devolver sua roupa. — disse, puxando a barra da camiseta branca que ainda estava enorme nela. — Você vai querer de volta. Ele deu um meio sorriso de canto. — Fica com ela hoje. Eu pego outro dia. — Você vai subir ou não? Ele co

