Camila saiu pelo portão da faculdade exatamente ao meio-dia, com o coração acelerado de um jeito que ela fingia não entender. O sol do início da tarde batia forte no asfalto, refletindo nos carros estacionados e fazendo todo mundo apertar os olhos. Ela ajustou a alça da bolsa no ombro e respirou fundo antes de atravessar a rua. No fundo, ela torcia. Torcia para que ele estivesse ali. E ele estava. Do outro lado da rua, encostado na moto preta, 22K mantinha o mesmo jeito de sempre: sério, braços cruzados, postura firme, olhar atento como se estivesse sempre avaliando o ambiente. A camiseta preta marcava os ombros largos e deixava as tatuagens dos braços à mostra. O cordão prateado brilhava no peito sob o sol. Ele não sorria. Nunca sorria fácil. Mas os olhos dele encontraram os dela n

