O bar estava cheio como sempre nas noites de sexta. Música alta, pagode batendo forte nas caixas, copo tilintando, gente rindo alto demais. Eu corria de um lado pro outro atrás do balcão, servindo cerveja, preparando caipirinha, pegando troco, desviando de mão boba disfarçada de “sem querer”. — Ô, princesa, capricha no gelo! — um gritou. — Princesa nada, paga primeiro. — respondi, sem nem olhar. Eu já tinha aprendido a me mover rápido, firme, sem dar a******a. Sorriso quando era conveniente, cara fechada quando precisava. Não dava pra ser frágil naquele ambiente. Ou você segura a postura, ou vira alvo. Mas mesmo acostumada com os olhares, naquela noite tinha algo diferente. Eu senti antes de ver. Sabe quando você sabe que alguém está te observando? Não é aquele olhar comum de homem b

