Alice e suas escolhas erradas: parte 3

1002 Words
Seus sentimentos se confundiam. Em casa sozinha com seus pensamentos, ela se deu conta que teria tudo o que sempre sonhou e ainda de bônus estaria com alguém que ela realmente amava.   Artur e Alice namoraram por um ano e meio, ele era completamente louco por ela, Alice continuava fingindo que gostava da festa de seus pais e ajudava em tudo o que podia para mostrar a todos sua falsa bondade, concordou em ir à faculdade depois dos vinte e um, para convencer a todos de sua alegria com a festa. Enquanto isso desviava pequenas quantias das doações que seus pais recebiam, como ela começou a cuidar da parte financeira seus pais não tinham muita instrução, ficou fácil, ela via como um reembolso por tudo lhe faltou. Arthur sonhava em ser cirurgião plástico e estudava em São Paulo, mas estava sempre por perto para ver Alice e participar da festa. estava demorando muito para Artur lhe pedir em casamento já o namorava a quase dois anos e nada dele falar em casamento. Ela precisava apresar as coisas não aguentava mais viver com seus pais, Alice engravidou de propósito de Artur para obrigá-lo a casar se com ela, o amava e queria sair da casa de seus pais o mais rápido possível, acreditava que ao saber da gestação Arthur se casaria com ela e largaria a faculdade, afinal não via necessidade de ele estudar tanto, os negócios da família dele haviam triplicado de tamanho no último ano, e como ele era filho único seria tudo dele, Artur não via as coisas da mesma forma, queria consegui realizar seus sonhos por conta própria, sendo bolsista e estagiando para comprar seus materiais didáticos.   Ela planejou m*l, seus planos não deram certo; Artur, continuou na faculdade, quase não vinha visitá-la, resolveu que além de estudar também o trabalharia, meio período era estagiário, meio período clt, e meio período faculdade, m*l tinha tempo de dormi, o que mais o deixava triste e que veria bem menos Alice. Após ver Alice ele Voltou para capital, prometeu que assim que termina– se seus estudos voltariam e se casariam com ela, e teriam uma família deles; e que pelo menos uma vez por mês ele voltava da faculdade e ficaria com Alice.   Ela se deu conta que precisava interromper a gravidez o mais rápido possível, mas, não poderia levantar suspeitas contaria a todos que foi espontâneo; o problema e que a família de Artur era muito presente, participava de tudo para suprir a ausência do filho, a ajudava em tudo que podia, e ela se aproveitava sempre pedindo dinheiro para coisas que inventava. Acabou vendo que era melhor ficar com a criança assim pelo menos teria direito aos bens dos pais de Arthur.    No finalzinho mil novecentos e noventa e cinco, em vinte de dezembro Alice deu à luz a uma menina. lhe chamou de Hannah. O parto foi tranquilo os pais de Arthur a levaram a uma ótima maternidade particular na capital, Arthur estava presente e radiante. Alice se deu conta ali que não havia nascido para ser mãe, e pensou que assim que se casar-se iria contratar baba para cuidar de Hannah. ela queria amar a filha mais não conseguia.   Alice continuou a ajudar na festa e em tudo, depois que Hannah nasceu a deixava com sua mãe com pretexto de procurar doadores para a festa. Mas ia se divertir não conseguia gostar da filha; e a cada dia se dava conta de que havia tido ela apenas para que Artur se casasse com ela, mas ele estava demorando muito, dizia que queria se formar e se estabilizar em um trabalho, para poder da a Alice tudo o que ela queria, Alice não pensava da mesma forma achava que se casando-se iria morar na casa dos sogros e teria uma vida com mais mordomias.   Hannah acabou se tornando um farto, pesado demais para ela, cuidava da menina e passava a todos que era uma boa mãe, mais no seu interior odiava aquela criança com fervor.   Em fevereiro de mil novecentos e noventa e seis, Alice disse a mãe que cuidasse de Hannah, a pequena havia acabado de completar dois meses de vida. Alice disse a mãe que no dia seguinte até São Paulo procurar alguns doadores. Sua mãe disse que não havia necessidade pois estava tudo ótimo do jeito que estava, Alice insistiu, mas sua mãe alegou que Hannah estava muito pequena para passar um dia inteiro ou mais longe da mãe, não adiantou Alice insistiu alegando que este seria seus vinte um anos e que seria a última festa da promessa precisava ser grande. Dona Carmem acabou aceitando.   Dona Carmem sentia calafrios como se algo estivesse errado, seus pressentimentos não falhavam. sentiu que sua não voltaria daquela viajem, contou para a filha seus temores, e que algo lhe dizia que se Alice fosse nunca mais a veria. Alice acalmou sua mãe. Alice planejava ir até São Paulo arrecadar dinheiro, pegar para ela a maior parte e entregar uma pequena quantia aos seus pais para a festa. Passou a noite toda planejando tudo. E no dia seguinte pegou um ônibus cedinho e foi para São Paulo. Era perto, trezentos e cinquenta quilômetros pela BR zero cinquenta, de ônibus levaria cerca de quatro horas mais ou menos.  Dona Carmem abraçou a filha, com a estranha certeza de que não a veria mais. Alice ficou encantada ao chegar na capital, era tudo lindo. Era a primeira vez que Alice saia de ribeirão preto. Logo começou a andar e a procurar empresas onde os empresários pudessem lhe dar doações generosas, andou de empresa em empresa e arrecadou bastante dinheiro, chegou em uma grande empresa de telecomunicações o nome da empresa era Albuquerque telecomunicações ltda. Na empresa a secretaria disse que ninguém poderia lhe atender, pois o novo dono estava em treinamento e todos estavam lhe ajudando. Alice se sentou e aguardou por horas até que um rapaz veio lhe atender ele era muito jovem aparentava ter no Máximo dezessete anos.
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