Gadernal narrando Eu sabia que eu tava pancadão de droga, sabia que a p***a toda já tava queimando meu cérebro por dentro, mas ainda assim eu tava consciente. Esse era o problema. Eu tava consciente de cada ideia torta, cada surto, cada impulso que explodia dentro da minha mente. E mesmo consciente, eu não conseguia desgrudar da boca dela. Não conseguia tirar o sabor dela da minha língua, nem apagar o jeito que o mundo inteiro calava quando a boca dela colava na minha. Era como se o silêncio que eu nunca tive morasse nela, e isso me deixava ainda mais louco. Porque silêncio, paz, estabilidade… nada disso existe na vida de um homem como eu. Mas existia nela, mesmo toda quebrada, assim como eu, existia, e eu não sabia lidar com isso. Saí do quarto ainda bolado, ainda com aquele peso bate

