Os moleques vinham atrás de moto, de toca ninja cobrindo o rosto, fuzil apontado pra rua como aviso mudo de que ninguém, absolutamente ninguém, ia se meter no caminho daquela operação. Não tinha código, não tinha nome bonito pra missão. Era favela pura: pegar, sumir, entregar, fazer valer o recado. E ninguém ali tremia. Todo mundo sabia que o que estávamos fazendo era pra manter a ordem do morro e a honra do nosso chefe. Eu virei o pescoço para trás por um instante apenas, só pra confirmar o que já sabia. O Pedro estava jogado no banco, meio sentado, meio caído, chorando de dor, a perna enfaixada, ainda cheirando a hospital. A arma do menor do meu lado estava cravada nas costelas dele, porque aqui ninguém dá chance pra arrancada. E no porta malas a p*****a da Angelina. Eu puxei o celula

