Do outro lado, a voz dele veio fria, distante, como se eu estivesse ligando para um desconhecido. — E daí, Angelina? — Como assim “e daí”? — eu perguntei, sentindo o chão se abrir sob meus pés. — O Pedro… pelo amor de Deus, o Pedro tá vivo? Você sabe de alguma coisa? Houve um silêncio pesado antes da resposta. — Eu não sei de nada ainda, reza para aquele marginal do seu filho não ter feito nada com o meu moleque e pode ter certeza que a morte daquele filho da p**a tá encomendada — ele disse seco. — e quanto a você, se vira, minha prioridade é meu filho e você que se f**a, porque isso tudo só tá acontecendo por culpa sua e daquele merda que você colocou no mundo. — Afonso, por favor — eu implorei, as lágrimas finalmente caindo. — Ele é nosso filho… — Não me liga pra isso agora — ele r

