Livia narrando Ele não falou mais nada, não tinha como dizer mais nada depois de tudo o que ele despejou em cima de mim. Eu já estava com a respiração em frangalhos, o coração aos pulos e o rosto molhado de lágrima, quando ele me puxou de novo. Mas dessa vez não foi como todas as outras. Não foi com brutalidade, não foi com raiva, não foi com sede de controle. Foi um puxar que mais parecia um desabafo. Um impulso instintivo. Um chamado mudo entre dois corpos em combustão. Ítalo me puxou pra perto com as duas mãos, segurando o meu rosto como se ele fosse o único ponto de equilíbrio dele no mundo. Como se ele precisasse me tocar pra continuar de pé. Como se o simples fato de eu existir fosse o único antídoto pro caos que vive dentro dele. E, sem dizer uma palavra, sem dar tempo pra nen

