Caíque narrando Eu já tava por aqui, acima do topo, transbordando de ódio e cansaço. A governadora sanguessuga continuava sentada na mesma pedra havia horas, cruzando e descruzando as pernas com aquela cara de quem acha que manda no mundo, mexendo no celular como se estivesse em um spa, não numa favela cheia de vagabundo armada até os dentes. Eu já tinha passado a visão pro Gadernal, já tinha avisado que ela tava aqui plantada igual uma samambaia doente, mas ele não descia. E eu é que não ia virar babá de desgraça de mulher que acha que é estrela. Mas, claro, como a minha vida é sempre uma paz profunda, né? Uma tranquilidade absoluta, como se eu tivesse nascido pra viver na calmaria. Nada mais calmo do que ser eu, mais do que isso só a dona que manda em mim. No meio dessa paz inventada

