Capítulo 107

1356 Words

Livia narrando Eu fiquei indignada de um jeito quase ofensivo quando a minha avó decretou, com a maior naturalidade do mundo, que eu não ia comer mocotó. Não era uma sugestão, não era um cuidado delicado, era uma ordem. Minha boca já tava salivando só de sentir o cheiro espalhado pela casa inteira, aquele cheiro que abraça a gente por dentro, que dá vontade de chorar antes mesmo de provar. E pra completar o absurdo, a velha ainda pediu cerveja pro Gadernal, como se não tivesse tomando um caminhão de remédio por dia. Eu juro, naquele momento eu olhei pra ela tentando entender em que parte da cabeça dela fazia sentido me negar mocotó e, ao mesmo tempo, querer beber cerveja como se fosse água. — Eu não sei o que eu faço com essa senhora — eu reclamei, olhando pro Gadernal. — Ela não pode

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