Gadernal narrando Caralho, irmão. Eu nunca tinha visto uma p***a dessa. Sério. Essa merda toda aí de exame, de tela, de gel, de aparelho enfiado… Nunca foi minha praia, nunca fui desses. Mas dessa vez eu tava ali. Dentro daquele quartinho gelado do postinho, com uma luz branca de doer o olho e uma tensão tão pesada no ar que parecia que ia estourar a p***a do teto. E sabe o que mais me fodia? Eu não conseguia ver p***a nenhuma naquela tela. A p*****a da enfermeira que eu realmente já comi até do lado avesso, mostrava, falava, desenhava no ar, apontava… e eu só via um ponto preto. Um pontinho de merda, c*****o. Cadê o neném, p***a? Cadê o bebê ali? — Tá vendo aqui? Esse pontinho aqui… — ela falava, fingindo paciência. — Que p***a de neném tem aí, minha filha? Isso aí é uma bola preta,

