Gadernal narrando Quando eu e o Caíque saímos lá de casa, ele já veio com o papo atravessado, dizendo que a governadora tava na boca me esperando. Aquilo não foi só raiva, foi um negócio que subiu direto da sola do pé até a cabeça, um calor r**m, pesado, que fez meu maxilar travar na hora. Meu primeiro impulso foi querer voltar o carro e ir atrás dela pra resolver tudo do jeito mais bruto possível, porque depois de tudo que a dona Ana me contou, depois de cada detalhe podre que eu ouvi sobre aquela mulher, o nojo que eu sentia não era normal. Era um nojo que embrulhava o estômago, que fazia a pele arrepiar, que dava vontade de cuspir no chão só de olhar. Eu não sabia como ia ser encarar aquela mulher agora. Não sabia nem se eu queria ouvir a voz dela. Tudo que vinha na minha cabeça era

