Gadernal narrando — Fala — eu disse baixo, mas firme, puxando ele um pouco mais pro canto, longe de ouvido curioso. — Tá aqui — ele respondeu, abrindo discretamente a mochila e me mostrando um tubo lacrado e um envelope improvisado —. Sangue e uns fios de cabelo. O moleque deu trabalho, mas eu trouxe tudo certinho. Aquilo ali parecia pequeno demais pra carga que carregava, mas eu sabia que dentro daqueles pedaços tinha uma resposta capaz de mudar tudo. Eu fechei o zíper da bolsa com força, sentindo o maxilar travar, e virei já em direção ao posto de enfermagem, sem paciência nenhuma pra espera. — Preciso disso agora — eu falei alto pra primeira enfermeira que apareceu no meu caminho —. Exame de DNA. Urgente. Ela tentou questionar sobre o que era, e prazos mas eu não estava com tempo

