Pedro narrando - continuação — Você acha que eu enterrei meu irmão em cemitério de pista? — ele soltou uma risada seca, sem humor nenhum, como se aquilo fosse uma piada r**m. — Você acha mesmo que meu pai foi enterrado lá? Que minha avó foi enterrada lá? Não. Nenhum deles tá lá. Eles tão aqui. No solo que eles amavam, que eles se dedicaram, que eles morreram. Você não é ninguém pra me dar conselho. Você não tem moral pra falar de futuro pra mim. Você não é digna disso. Pra mim, você é o ser mais desprezível da face da Terra. Eu tenho vergonha de ter saído de dentro de você. Eu senti um arrepio subir na minha nuca, não porque eu discordava, mas porque era duro demais ouvir alguém falar assim da própria mãe e, ao mesmo tempo, eu entender cada palavra. Ele respirou forte, como se precisasse

