Capítulo 145

1726 Words

Gadernal narrando O coronel para a poucos metros de mim, duro, com aquele peito estufado de quem sempre achou que mandava só pelo nome e pela farda. A praça ferve ao redor, rádio chiando, tiro comendo mais embaixo, grito de ordem, gente correndo. Mas ali, entre eu e ele, o barulho parece ficar abafado, como se o mundo tivesse dado um passo pra trás só pra assistir. — Teu filho é um frouxo — eu falo, sem elevar a voz, encarando ele de frente. — Tu criou um merda. Um covarde que manda os outros morrerem por ele, mas não tem coragem de botar a própria cara. O rosto dele endurece na hora. O maxilar trava. Ele dá um passo à frente, tentando me peitar, tentando recuperar uma autoridade que ali não existia mais. — Merda é você — ele rebate, cuspindo as palavras. — Tu não tem nada. Não tem f

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