Pedro narrando - continuação Eu dei de cara com ela. Literalmente. Eu quase esbarrei, tive que me segurar pra não cair, e quando levantei o olhar, reconheci na hora, mesmo sem nunca ter sabido o nome dela. A mina da casa. A que me acolheu no dia da operação. A que limpou meu sangue, cuidou de mim, me deu água, me tratou como gente quando tudo tava um caos. Ela também travou quando me viu. Os olhos arregalaram por um segundo, como se não acreditasse que eu tava ali, em pé, andando. — c*****o… — ela soltou num sussurro, me olhando de cima a baixo. — Tu tá… andando. Eu dei um meio sorriso torto, daqueles que não dizem muita coisa. — Tô tentando. O silêncio que ficou entre a gente foi pesado, estranho, cheio de coisa não dita. Eu percebi que até aquele momento eu não sabia nem o nome d

