Sou Park Byeong-ho, tenho vinte anos de idade, nasci e vivi na Coreia do Sul até completar quinze anos. Tenho seis irmãos, um mais velho e os outros cinco, mais novos. Meus pais se separaram e tivemos que enfrentar uma vida difícil, fiquei com minha mãe e os outros meninos ficaram com meus avós, eu não sei por que, mas sinto que a escolha que fiz de morar com a minha mãe já estava escrito pelo destino, porque com certeza se eu não tivesse vindo para São Paulo com ela, não teria me tornado o maior Mafioso do país, não que eu me orgulhe disso, mas foi o que eu pude fazer para sobreviver. E me vingar de todos aqueles que me fizeram m*l.
Antes de ser quem sou, meu pai era quem chefiava, mas ele morreu em um tiroteio. Minha mãe não sabia como comandar nada. E eu também não fazia parte dos negócios de papai. Por esse motivo, Mário o Chefe da máfia do Rio de Janeiro, conversou com a minha mãe e ficou no lugar do meu pai. E o que eu não queria que acontecesse, aconteceu. Minha mãe se envolveu romanticamente com ele, e não demorou muito para que os dois me expulsassem de casa. Eu não tinha pra onde ir e não queria preocupar meus irmãos que estavam em outro país estudando para ser alguém na vida, então me virei como pude. Passei um mês morando na rua, e então encontrei algumas pessoas que me acolheram depois de saber a minha história, mas só me deixaram ficar lá com algumas condições.
E essas "condições" se resumiam a vender drogas. Eles falaram que como eu era jovem se a polícia me pegasse não teria como ficar preso por muito tempo. Mesmo sabendo que poderia ser a vergonha da família eu aceitei, e com o passar do tempo comecei a vender mais do que eles me pediram, fiz novas amizades e hoje com vinte e oito anos meus dois melhores amigos são Louis e Liam Rubens, e foi com a ajuda deles que eu mudei de profissão. Agora sou encarregado de cuidar das cargas de drogas e armas.
Fui me dando bem no ramo, e hoje em dia sou o Mafioso mais temido da cidade. Com sede de vingança e de recuperar o que é meu por direito: o MORRO que sempre pertenceu ao meu pai.
(...)
Estou na minha mansão, dormindo quando desperto com o barulho do meu celular tocando. Estava morto de sono e atendi sem nem mesmo abrir os olhos:
— Alô!— falo com a voz rouca por estar acabando de acordar
— Byeong-ho!
— Quem é?— pergunto, não estou reconhecendo a voz
— Sou eu mano, não está me reconhecendo mais é?
— Louis?
— Sim, eu mesmo — ele fala dando uma risada no final.
— O que você quer? Espero que você tenha um bom motivo para me acordar uma hora dessas, eu estou morto de sono.
— E eu tenho, garanto que você vai me agradecer depois, e não é tão cedo assim, meu amigo – ele fala com tom de deboche. Eu reviro os olhos.
— Fala logo o que você quer, antes que eu me aborreça com você.
— Então, é um assunto delicado. Quero falar pessoalmente com você. A essa altura, não podemos confiar muito nas redes telefônicas.
— Sobre o que você quer falar? Adiante o que é, preciso saber o que me espera.
— O mesmo problema de sempre, mas esse é mais grave, envolve a polícia e o carregamento de drogas.
— Certo , estarei no galpão daqui a 40 minutos.
— Como assim 40 minutos? Brother e muito tempo.
— Vai resolvendo aí com Liam o que der, eu estou acordando agora, preciso me arrumar. Vai que eu encontro uma gatinha pelo caminho— falo, já um pouco mais desperto e saindo da cama.
— Ok, só não demora muito o assunto realmente é sério.
— Pode deixar Louis.
— Até daqui a quarenta minutos — Louis fala, e eu desligo meu celular.
O jogo em cima da cama e vou para o banheiro. Entro no box e tiro a roupa para começar a tomar banho. Saio e vou ao closet, pegou uma calça jeans preta com rasgos nos joelhos, uma camiseta branca e uma jaqueta preta. Calço um tênis da Nike preto e coloco uma pulseira no braço, onde está gravado o nome do meu pai.
Penteio meus cabelos para cima e pego meu óculos escuros. Saio para sala de jantar para tomar meu café da manhã, me sento à mesa e começo a me servir das comidas que a cozinheira deixou em cima da mesa, pego duas torradas de pão com requeijão e um copo de suco de laranja e por último um pouco de salada de frutas e como, depois de alguns minutos, término minha refeição e vou para o meu escritório, onde pego meu revólver e coloco na cintura, pego também a chave da minha BMW e vou em direção do galpão.
30 minutos depois, chego e encontro meus homens fazendo suas tarefas, alguns estão empacotando algumas drogas para entregar na fronteira da Coreia - mesmo eu estando em São Paulo, continuo enviando para lá.
Chegando no meu escritório encontro Louis já sentado no sofá me esperando.
— É assim os seus 40 minutos chefe? - ele pergunta assim que me vê.
— Bom dia pra você também Louis.
- O que aconteceu que está me tratando assim? - ele pergunta.
— Se você esqueceu, trate de lembrar que somos amigos, não precisamos nos tratar assim.
— E é por sermos amigos que eu pensei que você já tinha percebido que só te chamo assim quando não quero te mandar pra p**a que pariu.— Ele fala irritado e eu acabo sorrindo.
— Não estou raciocinando muito bem ainda, tive uma noite bem agitada.
— Não quero saber dos seus casos, vamos ao que interessa de verdade.
— Certo pode falar.— Digo enquanto me sirvo com uma garrafa de whisky
— O Delegado Sebastian Mota está investigando sobre as cargas da nossa mercadoria e sobre a briga que ocorreu quando o seu pai morreu.
— E o que tem demais nisso?
— Ele descobriu onde nós recebemos as drogas e as armas. Ele prendeu o jota.
— Como esse velho desgraçado descobriu? Eu só espero que o jota não dê com os dentes, temos que mudar de ponto o mais rápido possível.
— O Gustavo já está vendo isso - me informa.
— Assim que ele descobrir, mande ele vir aqui pois tenho que estar sabendo de tudo.
— Pode deixar, mas tem mais uma coisinha.
— O que? - Pergunto revirando os olhos.
— O Juliano disse que o Mario vai fazer uma entrega de armas pesadas na fronteira amanhã à noite.
— Ótimo vamos dar um susto naquele o****o.
— Com certeza, mas agora tenho que ir, vou sair com a Talita.
— Divirta-se.
— Pode deixar - ele fala piscando um olho, logo em seguida e eu sorrio negando com a cabeça.
Depois que o meu amigo sai, vou checar meu e-mail e lá tem vários amigos meus querendo saber se a carga da Coreia chegaria hoje, conforme o combinado. Depois de explicar tudo que aconteceu, atualizo minhas redes sociais. Estou conversando no f*******: com alguns amigos quando de repente, um perfil que me chama muito atenção.
O nome do perfil é: Lua_Oliveira, a menina é muito linda e não sei por que mais gosto dela. Tem algo nessa moça que me deixa bastante encantado e como não gosto de perder tempo, resolvo enviar uma solicitação de amizade pra ela.
"Solicitação de mensagem enviada."
Depois disso, volto a resolver as pendências aqui do galpão e quando dou por mim, já se passaram das quatro horas da tarde. Vou para casa, tomo banho, troca de roupa e vou para a boate mais próxima de onde eu moro, preciso descarregar minhas frustrações e nada melhor que encontrar alguém que esteja a fim de fazer a mesma coisa que eu.
Quando estou entrando, recebo uma ligação do Juliano.
— Fala Juliano.
— O Magnus ligou - ele diz.
— O que ele disse?
— Ele falou que a carga já está pronta.
— Você já sabe todos os detalhes?
— Sim, sabemos que vai passar pela Rua Ribeirão Costa da avenida António Cardoso às 20:39 e depois irá direto para a fronteira onde estaremos esperando.
— Quem vai com você é de confiança?
— Sim — Respondeu Juliano.
— Quem são? - questiono.
— Gilmar vai dirigir, Marconi, Sandro e Leonardo vai comigo.
— Tudo bem, quero que saia tudo perfeito.
— Pode deixar chefe.
Finalizo a ligação e vou fazer o que vim fazer aqui.