Anne — Acorde, meu amor, acabamos de chegar! — Vladmir avisa, deixando o seu beijo suave no meu rosto, fazendo-me despertar e abro uma brecha preguiçosa de olhos. — Eu adormeci — falo o óbvio, me sentando em um colchão de casal. Então percebo que estou dentro de um quarto com paredes cor de tabaco e alguns detalhes bege. As luzes amareladas no roda-teto deixam o ambiente extremamente calmo e elegante, além dos abajures com um designer moderno, e uma poltrona acolchoada em um canto próximo de uma janela redonda. Noto que o seu fraque, o colete e a gravata estão arrumados em cima de um móvel e me pergunto se ele dormiu. E se sim, onde ele dormiu? Me pergunto já que o outro lado da espaçosa cama está intocado. — Como eu cheguei até aqui? — Você estava cansada e adormeceu nos meus braços.

