Capítulo 40

2346 Words

O homem já estava arrastando uma criança pelo braço, levando-a para a bagunça ocorrida na sala, quando eu cheguei. Era um menino. Ele estava tão apavorado, era tão pequeno, que nem conseguia fazer mais do que chorar. O homem só parou quando se deparou diante de mim. O susto em seu rosto foi visível pelo trovão acima de nossas cabeças, pela fúria do Criador pela interrupção de uma morte que já estava escrita pelo destino. Mas nada foi tão prazeroso do que pegá-lo pela garganta, com as unhas cravando em sua pele e erguer o seu corpo como se ele não passasse de um tecido que eu conferia se ainda me seria útil. A criança se soltou, escondendo-se atrás de mim. Doeu quando o garotinho de menos de três anos segurou em minha calça, tentando se esconder do pai, tentando se salvar. Doeu quando o

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