Entrei no mesmo carro que Dilan, juntamente com outros dois seguranças, sendo um deles uma mulher. Liliane mandou uma mensagem avisando que estava esperando na empresa onde eu gravaria o comercial. Durante o percurso, a segurança ao meu lado tomou coragem de pedir meu autógrafo e, pela primeira vez, notei que havia esquecido minha caneta. Tanto tempo sem fazer isso, e acabei perdendo meu velho hábito. — Aqui — ofereceu Dilan, olhando atentamente para mim. Não conseguia tirar a sensação de que tinha algo errado, de que ele poderia ser uma ameaça. Talvez minha bruxa interior tenha captado algo em seu espírito que ainda não consegui enxergar. — Obrigada! — Assim que peguei a caneta, uma nova memória me veio à mente. Essa caneta era minha! A mesma marca de caneta que eu usava, com uma letra

