Carmen encarou seu dever em cima do criado mudo, sem ânimo para nem tentar pensar no que devia fazer. Ela andou de um lado a outro em seu minúsculo quarto - que naquele momento parecia enorme. Em algum momento sua mãe subiu para ver se ela queria almoçar, mas Carmen dispensou a refeição dizendo que estava indisposta - isso provavelmente foi mais uma ajuda caso seu pai ainda desconfiasse de algo. Ele sempre mandava ela fazer as coisas e quando ela se sentia indisposta, aí mesmo que ele queria que ela fizesse. Ela encarou o relógio pequeno que fazia tic-tac num ritmo dolorosamente lento. Carmen não conseguia conter a adrenalina que corria solta por suas veias, mandando sinais de alerta a todo instante para seu cérebro. Ela arrumou sua cama pela décima vez, depois abriu e fechou a janela sem

