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603 Words
deixa - me ser sua amiga... a que vai dar vida aos seus dias a que vai colorir a sua vida . . . Aula começou e nada do Bruno aparecer, sei que ele já tem costume de gazear, mais matar aula logo no primeiro dia de aula é f**a. - Como primeiro dia de aula hoje vou deixar vocês sossegados, contanto que isso não chegue nos ouvidos da direção. - O professor Mário diz. Agradeço mentalmente essa bondade do senhor. Bruno e seus amigos aparecem quinze minutos depois com cara de paisagem. Ele está fingindo ser quem não é pra se encaixar nessa bosta de popularidade, que se dane isso. - O Bruno tá bem?- Fernanda pergunta enquanto ele se sentava no seu lugar de sempre. - É claro que ele tá bem, ele tá ótimo. - digo irônica. A verdade é que eu odeio ele se envolvendo com essas oferecidas do colégio. Bruno que sempre foi tão esperto, ficando com essas galinhas que nem sabe se dá ao valor. A aula do professor Mário acaba e logo em seguida o professor Fernando entra, considero essa umas das piores aulas, motivo? é matemática. Nada entra na minha cabeça, as vezes eu me pergunto como consegui chegar ao terceiro ano do ensino médio sem saber de nada. - Matemática não - Denise resmunga e abaixa a cabeça sobre a mesa. - Parece que as aulas dele demoram dois séculos. - Bruno comenta falando comigo. Concordo, as piores aulas demoram sempre mais. Bruno se levanta e pega a cadeira para se sentar ao meu lado. Fico feliz por isso, ele ultimamente tava tão afastado de mim. - Tô com saudades do meu peixinho - ele diz fazendo biquinho e me beliscando. Peixinho era um apelido que ele havia me colocado quando tínhamos dez anos, quando eu sem querer cai na piscina e me afoguei. E desde esse dia o mesmo só me chama de peixinho quando por algum motivo sabe que estou triste com ele. - Sai Bruno, presta atenção na aula - digo tentando me fazer de difícil. - Sai Bruno, presta atenção na aula - ele fala afinando a voz para me imitar. - até parece que tu prestar atenção e se presta entende alguma coisa? - diz, e logo em seguida volta a me beliscar. Era impossível ficar zangada com ele por muito tempo. - Não gostei dessa calcinha de renda que você tá usando. - ele comenta baixinho no meu ouvido. Meu coração acelera com sua revelação e o olho sem entender o porquê disso. Ele nunca tinha comentando sobre nada relacionado a minhas peças íntimas ou sobre meu corpo. - Tudo isso é pro Luan? - continua. - Talvez.. - digo sorrindo. tinha uma quedinha pelo Luan, mas não era nada demais. O i****a pediu pra ficar comigo e por algum motivo eu disse que não. - Comigo você nem iria precisar usar isso, até porque eu iria tirar tudo. - diz baixinho e isso fez os pelos dos meus braços se arrepiarem. - Ridículo - dou um soco de leve em seu ombro. - Você gostou que eu sei. - ele passa a mão no ombro e logo em seguida se levanta levando sua cadeira de volta para o lugar. Minha sorte é que ele nem imagina o poder que tem sobre mim. Tento prestar a atenção na aula, mas falho toda vez que vejo Bruno conversar ou sorrir com seus amigos. Ele não faz meu tipo, do mesmo jeito que eu não faço o dele. E eu repetia aquelas palavras na minha cabeça como se fosse adiantar.
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