Carol No dia seguinte, eu acordei com os olhos inchados e a alma doída. Era como se tivesse tomado um soco no peito e tentasse fingir que tava tudo bem. Mas não tava. E por mais que eu fosse boa em esconder, aquele dia... não deu. Letícia me mandou mensagem cedo, perguntando se eu queria ir na casa dela ajudar a organizar umas roupinhas do bebê. Quase recusei. Mas eu precisava sair daquele quarto. Precisava respirar outros ares que não tivessem cheiro dele. Cheguei com um saco de pão e um todinho. A Letícia riu. — Tu acha que é assim que se alimenta um bebê? — ela brincou. — Não sei nem como alimentar a mim mesma direito, tu quer demais — respondi, forçando um sorrisinho. A gente sentou na varanda, o sol batendo de leve. Jonas apareceu logo depois, com um chinelo de dedo e aquele cab

