Invasão Brutal e Silenciosa

2268 Words
Eventos narrados por Kalael- Audiência do tribunal de Gaia- -Garota?! Zorack revirou os olhos. Paciência. Paciência. Ele sabia muito bem que para aqueles nativos a noção de tempo era completamente diferente. Raios! Só que ela não era nativa, embora parecesse miserável quando adolescente. Ele mentalmente fez a matemática incomodado. Ah, quantos anos tem essa criatura? 160?! Não era mais uma criança de forma alguma. Pelo menos em seu mundo. O único problema mais sério que ele enfrentou foi sua reprogramação mental. Bloqueios psíquicos não eram tão fáceis de quebrar sozinhos. E talvez tenha sido providencial. Ele poderia não estar envolvido com ela e sua confusão mais do que gostaria. De certa forma, era muito mais fácil lidar com ela assim. Não era Caillin de forma alguma. Tudo ficou mais fácil. A garota não era nada mais do que uma estranha para ele. E nem parecia ela. Seu cabelo ... Desde quando seu cabelo era tão loiro? Ele disse a si mesmo que ela não significava nada para ele. Talvez fosse mais fácil se convencer disso. Ela era irritante. E por todas as estrelas. Não foi sua impressão! Ele poderia jurar que as bochechas coradas mostravam uma aparência febril. No fundo, ele esperava encontrar a garota com a força de vontade que ela era. Ela tinha sido uma criança adorável, mas temperamental e desconfiada após a morte da mãe. "E é muito melhor assim! Sem sentimentalismo!" Ele percebeu que a garota estava tentando fugir e grunhiu com raiva. De onde vem tanta irritação? Foi o fato de que ela não o reconheceu? Bem, isso o incomodava terrivelmente. E não foi agradável. Ele iria replicar seu mau humor em voz alta e parou. Atento e preparado. Que p***a é essa! As luzes da rua piscaram na escuridão da noite até que se apagaram completamente. E nunca foi um bom sinal. Só que ainda era cedo para isso, não era? Embora os K'Aldriants estivessem no planeta em busca de novos hospedeiros, Ravenack nunca foi imprudente. Suas criaturas só avançaram em território inimigo depois que o vírus já se espalhou, garantindo cobaias saudáveis e fortes que poderiam se tornar novas fontes de alimento. -Não se afaste! -ele recomendou, verificando a pistola. O ar estava começando a ficar frio ao redor deles. Ele olhou para a garota com roupas leves, xingando ainda mais quando tirou o casaco para ela vestir. A essa altura, Angel estava congelando, a respiração de sua respiração condensando-se no ar. -Deus! F-F-Frio. Como ficou tão frio? "Angel suspirou trêmulo. Zorack balançou a cabeça em aborrecimento. Frio? Então as criaturas também sentiram as adversidades por causa da temperatura quente de lá? Não foi grande coisa. O frio pode até atrasá-los, mas não os matou. Assim como fogo ou lasers. Na verdade, nenhuma das armas que eles possuíam parecia eficaz na luta contra essas criaturas. A capacidade de assimilar a forma de seus hospedeiros deu a eles uma força incrível. -Espero que você não tenha feito os cálculos errados. São 76 horas! "Ele agarrou a mão dela, forçando-a a andar. -Mas 76 horas para quê? - Angel olhou para ele. Nada do que ele disse fez qualquer sentido. -Vamos, vamos! - ele insistiu novamente. Angel parou imóvel. As mãos na cintura mostravam que ela estava possuída. -Não vou a lugar nenhum com você. Eu preciso ir para casa Ou acordar deste pesadelo. Eu tenho provas de francês e ... e matemática ... O comentário parecia tão irreal quanto nas últimas horas. -Acho que você ainda não entendeu, não é? Esqueça a maldita prova de não sei o quê. - Zorack finalmente explodiu. - Droga, Caílin! Não acredito que você não se lembra de nada. Nada mesmo? Não era fácil ficar ali parado olhando para ela com aquelas roupas que não escondiam nada e fingir que ela não chamava sua atenção. Banho maldito e miserável. Ah, suas acusações eram as mais injustas. Claro, ela não sabia que ele estava olhando à distância. Mas que tipo de mulher ela era? Vê-la tão relaxada na privacidade o deixou atordoado. Foi um movimento na rua que chamou sua atenção e ela deu um suspiro de alívio. Foi um homem. Ela poderia pedir ajuda se eu estivesse sendo sequestrado. Não foi de forma alguma um rapto! Apenas um embuste infeliz dos veteranos da escola. Eu pediria ajuda! Talvez então pudesse fugir daquele estranho lunático que pensava que era um alienígena. Apenas o grito agudo escapou de sua garganta gelada. "Eu ainda teria que explicar para Ana toda a bagunça na casa e uma porta destruída. Desta vez eu também teria que explicar que talvez as luzes ofuscantes existissem. Raptos?! Não! Não poderia existir, não é? O que aconteceu com ela ... Angel balançou a cabeça. Eles eram apenas alucinações. Exatamente como o médico disse. Tudo isso veio na velocidade da luz quando ela caiu perplexa sobre o homem que se aproximava. Um homem? Ah, não era um homem ... era ... Angel descobriria mais tarde que ele era um hospedeiro dos K'Aldriants e que a simbiose não tinha tido sucesso na relação simbiótica do parasita e seu hospedeiro, que seria basicamente um híbrido de répteis com humanos, e que sua aparência não era nada prazeroso. A cara dele ... Seu estômago se contraiu. Não pareceria pior mesmo se ácido tivesse sido espirrado em seu rosto. Era uma massa de tecido em decomposição. A pele necrótica apresentava aspecto avermelhado e não foi possível reconhecer nenhuma expressão facial. Era quase como se eles tivessem derretido. A esperança de que tudo fosse um pesadelo ou uma infeliz farsa estava começando a cair. Era uma espécie parasita e precisava de um hospedeiro. Esse homem ou o que restou dele mostrou um rosto sem quaisquer características ou características como boca, olhos ou qualquer outra coisa. O peito tinha uma ruptura que deixava marcas de sulcos profundos, através dos quais braços com garras penetrantes gesticulavam freneticamente. Uma criatura assustadora emergiu deste buraco. Ou pelo menos o que parecia ter sobrado. A pele parecia uma cobra com camadas empilhadas umas sobre as outras, com aspecto humanóide que destacava olhos completamente vermelhos, brilhantes e furiosos. Os tendões articulados se projetam de onde deveria haver cabelo na cabeça oval. -O que é? - Ela parou de se contorcer ao se inclinar, vomitando. A boca aberta da criatura mostrou dentes como os de qualquer predador e salivou. -Fugir! - Zorack ordenou, agarrando-a com força enquanto a puxava. Isso foi um mau sinal. Eles não teriam 76 horas. O invasor ganhou a atmosfera daquele planeta, infectando seus primeiros hospedeiros. Um vírus tão terrível e temido que nem mesmo os Essassani resistiram ao contato com o veneno daquelas criaturas. Ou outros povos da Federação dos Planetas Unidos. Era um hospedeiro em decomposição. Simbiose rejeitada pelo organismo invasor ao detectar fraquezas no assunto de teste. Por isso a transmissão do vírus sempre precedeu a chegada dessas criaturas. Ravenack preferiu fazer uma seleção natural entre suas novas aquisições, selecionando aquelas que tivessem maior compatibilidade para suportar a convivência com elas. Era uma simbiose, uma associação entre duas espécies diferentes, parasitas que naturalmente por serem carnívoros se alimentavam do hospedeiro até que ele fosse morto. E o processo foi um fracasso. -Uau! Você vê isso? O que diabos é isso? Por favor, diga que você não está vendo isso? - Angel gritou recuando pálido na tentativa de impor distância. E não funcionou, seus pés pareciam estar pregados no chão. A voz era estridente e estridente, um oitavo mais alto. -Iniciado. - Zorack praguejou e atirou várias vezes no poste até cair, colocando-se entre eles e o visitante. - Droga! É tarde demais. Precisamos de abrigo. Agora! -O que quer dizer com abrigo? - Seus olhos o atiraram. - Você é o homem estrela aqui. Você deve saber como lidar com essas coisas! Como você não sabe enfrentar essas coisas? Portanto, tente usar suas malditas armas. Isso não é humano ... Como é que você não sabe como matar ... isso ...? -Nem você ou eu, baby. Acho que você ainda não percebeu que o pequeno problema é que nenhuma arma funciona mesmo contra eles.- Zorack era pura frustração. Nenhum? O que quer dizer com nenhum? -Você está brincando comigo, não está? - Angel grunhiu fora de sua mente. Puta merda, sem arma? Nem mesmo se fossem zumbis sangrentos! Bem, com zumbis, a solução nos filmes sempre foi drástica. Foi o suficiente para cortar a cabeça. Seu estômago começou a embrulhar ainda mais. Ele estava apenas atirando e não parecia funcionar. Continuou indo para eles. Ela nunca soube o que aconteceu naquela época. Talvez fosse adrenalina. O medo que sentiu ativou todos os seus instintos de sobrevivência. Era tão natural quanto respirar. Sua mão alcançou o cinto de Zorack e foi longa o suficiente para ele ser capaz de sacar com determinação a espada laser que ela carregava ali. Zorack m*l percebeu até que ele viu o brilho esverdeado brilhante ofuscando seus olhos e sem qualquer ação por um momento. Raios! Desde quando a garota sabia manejar armas assim? -É melhor ter cuidado ou você vai ...- ele tentou avisar e parou diante do olhar fulminante. Naquele exato momento, ele pôde ver a criança que conhecia e que havia crescido. Seus olhos brilhavam tão verdes quanto qualquer Edrian. Seus movimentos eram precisos e decididos. Ele viu Angel agarrar o punho do sabre com as duas mãos e erguê-lo com toda a força enquanto apontava para a criatura e sem hesitar em desferir o golpe final. Ouviu-se o som desagradável de algo batendo no chão. Demorou alguns minutos para Angel assimilar o que era. A lâmina de energia separou a cabeça do resto do corpo da criatura. E não era uma visão que ela esqueceria logo. Finalmente, toda a combinação bombástica de guloseimas e lixo do jantar cobrou seu preço. Tremendo e congelando, seu estômago deu voltas perigosas quando ela apoiou a mão na parede de uma das casas ali no beco e cambaleou para trás. Suas pernas tremiam. Cada jantar cobrava seu preço. Ela m*l notou Zorack puxando o sabre dela. Ela vomitava sem parar, os braços em volta do estômago e ofegando por ar. -Seu i****a! Merda, anjo! - Zorack ainda mostrou uma expressão de admiração. - Você tem sorte de não ser um K'Aldriant. Se fosse assim tão fácil ... Essas criaturas são tóxicas até para atacar assim. Você teve sorte que este foi uma tentativa ... -O que ... o que começou? - Angel ainda estava com os olhos arregalados e hipnotizados pela monstruosidade até que levou as mãos aos ouvidos com assobios estridentes. - Meu Deus! O que ... o que eu fiz? Isso existe? "Ela respirou fundo, afastando o cabelo. Ainda estava se contorcendo e se espatifando no chão, os membros balançando no ar. - Você matou e permaneceu vivo. - Zorack olhou para ela penalizado. - Em uma guerra, as mortes são inevitáveis. Posso garantir que infelizmente existem. Ele nunca esqueceria a primeira vez que fez isso. Tampouco satisfez a garota ser forçada a fazer isso. nunca teria esperado essa reação dela. O fim. Eles então chegaram. Agora era só uma questão de tempo ... -Eu ...- Angel tinha olhos arregalados e olhos vidrados em estado de choque- Eu ... eu matei ... Zorack a agarrou com força. -Olhe para mim. Esqueça! "Ele ordenou em voz alta, sacudindo-a levemente. -Eu ... eu não estou nem sentindo ... Zorack estudou seu rosto pálido com a morte, preocupando-se novamente. Febre. ele poderia jurar que a garota estava com febre alta. Foi a habilidade mágica que fez isso? Ou o vírus que agora estava no ar? -Caílin ... -Eu não sou realmente ...- Angel não terminou. Ela perdeu o equilíbrio e deixou que ele a sustentasse, tremendo sem parar. -Vamos lá! Zorack a apoiou, testando sua temperatura de atenção. Queimou. Ardeu com febre. -O que é isso? O que você está sentindo? Angel estava ofegante, sua cabeça irradiando estalos e flashes de velhas memórias surgiram em sua mente em um fluxo involuntário e ofuscante. Desta vez, a cabeça pareceu explodir. Não seria apenas uma enxaqueca. Ficaria horrível por dias. Ela não se lembrava de ter sentido a picada na nuca dele com tanta força. -Minha cabeça ... minha cabeça ... Zorack revirou os olhos indeciso. Eles precisavam levar o navio de volta. Só que ele ainda se sentia exausto por tentar conjurar outro portal naquela atmosfera calorosa. Foi extenuante. E Angel precisava de cuidados. Eles precisavam de uma luta. Ele estava procurando a iluminação divina quando o vento soprou, balançando as correntes enferrujadas de uma placa não muito longe e podia ler a palavra motel. -Acho que podemos descansar um pouco em algum lugar abrigado ... -Sua sugestão m*l chamou a atenção de Angel. Eles chegaram? Quem chegou? Angel olhou para o homem estranho ao lado dela, lutando para se libertar, em um ataque de pânico, vendo imagens em sua mente como se pertencessem a outra pessoa. Eles foram as mãos que a seguraram. Não, na verdade eram garras frias e metálicas. O frio era penetrante, mas nada como o medo experimentado ao olhar para aquelas criaturas que chegaram. Seus olhos se fecharam, incapaz de lutar mais contra a dor. Vozes que ela conhecia obscureciam seu raciocínio. "Você será o primeiro. Todo um reino de uma nova espécie aguarda seu comando ao meu lado. Não. O que você fez com isso? O que você fez com minha família? Eles estão todos mortos? Eu quero ir para casa. Você está em casa agora. Com nosso povo e ao meu lado. Além de Ravenak, criança. Foi quando o pesadelo realmente começou.
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