Stefan olhou ao redor, ainda segurando a mão dela, e disse:
— Olha, eu sou decidido sim… mas para certas coisas, o apartamento aqui é ótimo. Quanto você paga por mês?
— Eu pago 40 mil por mês. — respondeu Aline, sorrindo com a expressão dele.
— Então… tá ótimo. — disse ele, impressionado. — O preço é um pouco salgado, mas pela cobertura, a vista… vale a pena. O apartamento é grande, né?
— Vem cá. — disse ela, levando-o para explorar o lugar.
Abriram as portas e caminharam pelos cômodos. Havia bastante espaço, quarto de hóspedes ,. A cozinha era americana, com piso em porcelanato, moderna e espaçosa. Um dos escritórios ainda estava vazio, e outro também.
Então chegaram ao quarto principal. Stefan ficou sem palavras. Era enorme, com uma banheira elegante, sacada privativa e uma vista de tirar o fôlego da cidade.
— Nossa… princesa… isso é perfeito! — disse ele, impressionado. — Não vamos sair daqui.
Aline sorriu, vendo a reação dele. Aquele momento era só deles, um espaço amplo, elegante e confortável, mas que agora tinha algo a mais: a presença de ambos, lado a lado, com toda a química e a conexão que já existia crescendo a cada minuto.
Aline se sentou ao lado dele na cama, olhando nos olhos de Stefan:
— Que bom que você gostou daqui, Stefan.
— Eu gostei… muito. — respondeu ele, sorrindo. — O apartamento que eu tinha era assim, só que na Europa. Mas eu estava sempre no trabalho, então vendi pra não pagar à toa.
Ela respirou fundo, ainda tocando a mão dele, e perguntou:
— E sobre você quase não me ver… será que agora vai mudar isso um pouco?
Ele riu, tocando o rosto dela com cuidado:
— Sim… prometo. Eu tinha medo de me envolver em um relacionamento. Não tinha tempo, e ter alguém pra ser traído… não valia a pena. Não estou dizendo que você faria isso, Aline, é passado meu.
Ela sorriu, encorajando-o a continuar:
— Entendo… pode falar mais, se quiser.
Ele suspirou, olhando para o nada por um instante antes de falar:
— Eu namorava uma menina por dois anos. Quase nunca conseguia sair do trabalho… eu dava o mundo pra ela. Mas ela me manteve por perto enquanto tinha outro… e ainda engravidou do outro. Eu sofri muito, Aline… e não quis mais ninguém. Me fechei por completo. Minha mãe começou a me apressar: “Você já está com quase quarenta anos, filho!”… aí disse que ia me casar, e eu disse “tá, mãe… vai na frente”. E eu fiz.
Aline sorriu, com os olhos brilhando de compreensão e empatia:
— Comigo foi parecido. Eu cheguei de uma viagem e peguei ele na cama com outra, em um apartamento antigo meu. Fiquei destruída e me fechei também. Já gostava de dançar, então me tornei melhor e mais famosa nisso. Ele tentou voltar várias vezes, dizendo que foi carência… que eu trabalhava muito e ele precisava de atenção. Minha mãe também começou a falar que eu precisava “mudar a página”, casar… que, daqui a pouco, eu teria trinta anos e nunca encontraria ninguém, porque não procurava ninguém de verdade.
Ela respirou fundo, segurando a mão dele:
— E quando ela disse que me casou com você, eu pirei. Mas depois, conversando com você nas mensagens… mesmo sem saber como era o seu rosto, eu vi que você era diferente. Sei lá… senti algo bom.
Stefan a olhou nos olhos, emocionado, e apertou levemente a mão dela:
— Eu senti o mesmo. Mesmo à distância, algo me dizia que você era diferente. E aqui estamos nós… finalmente juntos.
Eles ficaram ali, sentados lado a lado, compartilhando dores do passado, risos contidos e esperança pelo que estavam construindo juntos. Era um momento de i********e, de conexão profunda, que nenhuma distância ou trauma poderia apagar.