Palco, ciúmes e cuidado

779 Words
Aline olhou para Stefan com um sorriso animado: — Vamos… — disse ela, segurando a mão dele. — Acabei de ver minha agenda e tenho uma apresentação de dança mais tarde. É num teatro na cidade vizinha. Ele arregalou os olhos por um instante, mas sorriu confiante: — Então… nós vamos. — É… bom, você precisa estar pronto pra me ver dançar. — avisou ela, piscando. — Tô me preparando. — disse ele, rindo. — É… bom — continuou ela, sorrindo travessa — claro que a dança não é exatamente como eu danço pra você. Eu mudo muita coisa pra dançar em público… mas é um pouco parecido. Ele segurou a mão dela com firmeza, olhando nos olhos dela: — Relaxa, não vou surta em público, prometo. — Então fico tranquila — disse ela, dando um risinho — por que se voce surta tadinho de quem ta perto ... Ele gargalhou, divertido: — Exatamente… princesa. Aline sorriu, inclinando a cabeça em direção a ele: — Bom… então vamos nos preparar. Você vai ver hoje como me transformo no palco. Ele beijou a testa dela, sentindo o coração bater mais rápido: — m*l posso esperar. E ali, naquele momento, o clima entre eles era de cumplicidade e brincadeira, uma mistura de carinho, flerte e a expectativa de um espetáculo que os aproximaria ainda mais. No camarim, Aline se preparava para a apresentação. Vestia um maiô elegante e meia-calça que realçava cada movimento. Stefan estava ao lado dela, olhando com aquele ar protetor que sempre a fazia sorrir. — Baixinho… — disse ele, baixando a voz — esse figurino aí podia ser mais tampado, hein? Ela riu, sem se ofender: — Relaxa, bobo… é tudo seu. — E o beijou rapidamente. — Agora vai, princesa… primeira fila me aguarda — disse ela com um sorriso. Ele assentiu, beijando a mão dela, e se dirigiu para a plateia. Horas depois, Aline entrou no palco. A música começou, e ela flutuava nos passos, perfeita, graciosa. Stefan filmava cada movimento, emocionado. Quando a música terminou, todos aplaudiram de pé. Ela sorriu, agradecendo, e voltou para o camarim. Stefan a abraçou apertado: — Meu amor… que isso! Você foi incrível! — Fico feliz que você tenha visto sua bailarina brilhar — respondeu ela, sorrindo. Ele a beijou demoradamente, e logo ela foi se trocar. Ao sair, um homem se aproximou: — Você tem agenda disponível pra dançar esse mês ainda? Ela manteve a postura firme: — Desculpe, mas danço só em teatro ou coreografias em estúdio agora. Com licença. — E saiu de mãos dadas com Stefan. No carro, Aline percebeu o rosto dele mudado: — Amor, eu sei que você ficou com ciúme… sua cara mudou. — Achei invasivo aquele homem — respondeu ele, firme, mas controlado. — Sim… eles me veem dançando assim e já ficam loucos, começam a propor aulas particulares, ensinar filhas deles a dançar… Eu só danço em teatro fechado, como você viu, e meu camarim é exclusivo pra mim. Ele apertou a mão dela no volante, preocupado: — Isso me dá medo, Aline… você sozinha, saindo do evento, ou até no camarim… Ela respirou fundo: — Eu quase agarrada três vezes… mas agora sempre levo um casal de amigos comigo, que você ainda vai conhecer. Antes eu ia sozinha e foi perigoso. Uma vez um cara bateu no meu carro, me tirando da pista… eu saí com a testa ferida. Consegui correr, mas quebrei o braço. Só consegui pedir ajuda numa loja próxima. Stefan parou o carro bruscamente: — O quê?! Quanto tempo faz isso? — Uns cinco meses… — respondeu ela, calma. — Um mês antes de a gente casar? — ele perguntou, incrédulo. — Sim… quando minha mãe me casou com você, eu ainda estava com o braço quebrado. Depois, em Milão, aconteceu aquele assalto, lembra? — Meu Deus, Aline… isso é perigoso demais. Você não pode andar sozinha! — disse ele, apertando a mão dela com força. — Stefan, eu sei que é perigoso… faz parte do meu trabalho. Mas agora eu tenho você. Ele respirou fundo, tentando controlar o ciúme e a preocupação: — Sim… mas se eu estiver longe… — Eu sei que você virá de qualquer jeito. Agora vamos pra casa, tô com fome e meus pés doem… quero massagem! — disse ela, rindo, tentando aliviar a tensão. Ele riu baixinho, ainda nervoso: — Ai, você me deixa nervoso, sabia? — Eu sei, eu sei… mas tá tudo bem, amor — respondeu ela, sorrindo e encostando a cabeça no ombro dele. Ele ligou o carro, e juntos seguiram para casa, com o coração mais próximo do que nunca, entre amor, cuidado e proteção.
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