Aline olhou para Stefan com um sorriso animado:
— Vamos… — disse ela, segurando a mão dele. — Acabei de ver minha agenda e tenho uma apresentação de dança mais tarde. É num teatro na cidade vizinha.
Ele arregalou os olhos por um instante, mas sorriu confiante:
— Então… nós vamos.
— É… bom, você precisa estar pronto pra me ver dançar. — avisou ela, piscando.
— Tô me preparando. — disse ele, rindo.
— É… bom — continuou ela, sorrindo travessa — claro que a dança não é exatamente como eu danço pra você. Eu mudo muita coisa pra dançar em público… mas é um pouco parecido.
Ele segurou a mão dela com firmeza, olhando nos olhos dela:
— Relaxa, não vou surta em público, prometo.
— Então fico tranquila — disse ela, dando um risinho — por que se voce surta tadinho de quem ta perto ...
Ele gargalhou, divertido:
— Exatamente… princesa.
Aline sorriu, inclinando a cabeça em direção a ele:
— Bom… então vamos nos preparar. Você vai ver hoje como me transformo no palco.
Ele beijou a testa dela, sentindo o coração bater mais rápido:
— m*l posso esperar.
E ali, naquele momento, o clima entre eles era de cumplicidade e brincadeira, uma mistura de carinho, flerte e a expectativa de um espetáculo que os aproximaria ainda mais.
No camarim, Aline se preparava para a apresentação. Vestia um maiô elegante e meia-calça que realçava cada movimento. Stefan estava ao lado dela, olhando com aquele ar protetor que sempre a fazia sorrir.
— Baixinho… — disse ele, baixando a voz — esse figurino aí podia ser mais tampado, hein?
Ela riu, sem se ofender:
— Relaxa, bobo… é tudo seu. — E o beijou rapidamente.
— Agora vai, princesa… primeira fila me aguarda — disse ela com um sorriso.
Ele assentiu, beijando a mão dela, e se dirigiu para a plateia.
Horas depois, Aline entrou no palco. A música começou, e ela flutuava nos passos, perfeita, graciosa. Stefan filmava cada movimento, emocionado.
Quando a música terminou, todos aplaudiram de pé. Ela sorriu, agradecendo, e voltou para o camarim. Stefan a abraçou apertado:
— Meu amor… que isso! Você foi incrível!
— Fico feliz que você tenha visto sua bailarina brilhar — respondeu ela, sorrindo.
Ele a beijou demoradamente, e logo ela foi se trocar. Ao sair, um homem se aproximou:
— Você tem agenda disponível pra dançar esse mês ainda?
Ela manteve a postura firme:
— Desculpe, mas danço só em teatro ou coreografias em estúdio agora. Com licença. — E saiu de mãos dadas com Stefan.
No carro, Aline percebeu o rosto dele mudado:
— Amor, eu sei que você ficou com ciúme… sua cara mudou.
— Achei invasivo aquele homem — respondeu ele, firme, mas controlado.
— Sim… eles me veem dançando assim e já ficam loucos, começam a propor aulas particulares, ensinar filhas deles a dançar… Eu só danço em teatro fechado, como você viu, e meu camarim é exclusivo pra mim.
Ele apertou a mão dela no volante, preocupado:
— Isso me dá medo, Aline… você sozinha, saindo do evento, ou até no camarim…
Ela respirou fundo:
— Eu quase agarrada três vezes… mas agora sempre levo um casal de amigos comigo, que você ainda vai conhecer. Antes eu ia sozinha e foi perigoso. Uma vez um cara bateu no meu carro, me tirando da pista… eu saí com a testa ferida. Consegui correr, mas quebrei o braço. Só consegui pedir ajuda numa loja próxima.
Stefan parou o carro bruscamente:
— O quê?! Quanto tempo faz isso?
— Uns cinco meses… — respondeu ela, calma.
— Um mês antes de a gente casar? — ele perguntou, incrédulo.
— Sim… quando minha mãe me casou com você, eu ainda estava com o braço quebrado. Depois, em Milão, aconteceu aquele assalto, lembra?
— Meu Deus, Aline… isso é perigoso demais. Você não pode andar sozinha! — disse ele, apertando a mão dela com força.
— Stefan, eu sei que é perigoso… faz parte do meu trabalho. Mas agora eu tenho você.
Ele respirou fundo, tentando controlar o ciúme e a preocupação:
— Sim… mas se eu estiver longe…
— Eu sei que você virá de qualquer jeito. Agora vamos pra casa, tô com fome e meus pés doem… quero massagem! — disse ela, rindo, tentando aliviar a tensão.
Ele riu baixinho, ainda nervoso:
— Ai, você me deixa nervoso, sabia?
— Eu sei, eu sei… mas tá tudo bem, amor — respondeu ela, sorrindo e encostando a cabeça no ombro dele.
Ele ligou o carro, e juntos seguiram para casa, com o coração mais próximo do que nunca, entre amor, cuidado e proteção.