Aline estava no estúdio de dança, ainda suada de um ensaio intenso, quando resolveu compartilhar a novidade com as amigas. Elas sempre foram cúmplices, e nada escapava quando se tratava da vida pessoal de cada uma.
— Gente… vocês não vão acreditar — começou ela, sentando na ponta do espaldar. — Minha mãe… casou-me com um militar!
Houve um silêncio, só com olhares incrédulos. Então, uma delas, a Júlia, arregalou os olhos:
— Espera… como assim “casou”? Você nem viu o homem ainda?
— Exatamente. E pra piorar… — Aline riu, ainda surpresa — ele é alto, tipo dois metros, musculoso, moreno, tatuado… um verdadeiro “negao militar”.
As amigas começaram a rir, e a Sara comentou, quase sem fôlego:
— Ai, amiga… nossa! — disse, passando a mão no rosto. — Deu até calor agora só de imaginar!
— Vai se dar bem, hein! — completou Júlia, dando um cutucão em Aline.
Aline riu, balançando a cabeça, ainda processando a ideia absurda: casar com alguém que nunca viu na vida, mas que a mãe garantia ser perfeito para ela.
— Vocês acham mesmo que vai dar certo? — perguntou, ainda rindo.
— Amiga… com esse tamanho todo, e todo tatuado? — Sara riu — ele vai te proteger, te impressionar… você só precisa esperar pra ver!
Aline suspirou, imaginando um homem alto e imponente, totalmente diferente dela, e sentiu um friozinho no estômago. Um frio de expectativa, de curiosidade… e talvez, lá no fundo, de atração.
— Bom… daqui a dois meses ele entra de férias. — disse ela, rindo sozinha da ideia maluca que sua mãe teve. — Então é só esperar e ver como essa história vai começar…
O estúdio estava cheio de risadas quando Aline finalmente começou a pensar no que realmente estava por vir. Ela ainda m*l acreditava que, em breve, ia conhecer o tal militar que a mãe havia “casado” com ela.
— Gente… vocês acham mesmo que ele é tudo isso que a minha mãe falou? — perguntou, sentada na barra de alongamento.
As amigas trocaram olhares cúmplices e Júlia não se conteve:
— Ah amiga… se ele for mesmo aquele n***o militar que a mamãe descreveu, alguém aqui vai andar igual uma pata depois de ser pega de jeito! — disse, rindo e abanando as mãos dramaticamente.
Sara gargalhou e completou:
— Totalmente! Eu já estou imaginando você sem saber o que fazer… e ele lá, imponente, todo tatuado, olhando pra você! Ai, amiga… vai ser lindo e desastroso ao mesmo tempo!
Aline começou a rir, envergonhada, passando a mão pelos cabelos:
— Vocês são impossíveis… eu nem conheço o homem ainda e vocês já tão me deixando nervosa!
— Nervosa ou animada? — cutucou Júlia, piscando.
— Um pouco dos dois… — Aline admitiu, sentindo aquele friozinho no estômago que não sabia se era ansiedade ou algo mais.
— Bom, amiga — disse Sara, colocando as mãos na cintura — só te digo uma coisa: quando ele chegar, não se esquece de respirar. E tenta não derreter na frente dele, senão a gente vai rir de você por meses!
Entre risadas, provocações e provocações exageradas, Aline percebeu que, embora estivesse nervosa, também estava secretamente ansiosa para conhecer o misterioso marido militar que sua mãe havia decidido que era perfeito para ela.