Desde que voltamos pra São Paulo, minha tia não fez outra coisa a não ser procurar a filha… a filha que arrancaram de seus braços quando nasceu. Tia Angélica passou anos trancada em um sanatório, levada pelo próprio pai. Ele tinha vergonha da filha ter engravidado na adolescência — e pior, de um bebê sem um pai. Ela passou anos jurando que ia sair dali. E quando a mãe dela finalmente conseguiu resgatá-la daquele lugar horrível… Angélica me acolheu. Já que o irmão dela — meu pai — havia morrido, e eu estava sob os “cuidados” de uma mãe psicopata. Desde esse dia… somos só nós duas. Tia Angélica e eu. Ela ganhou a minha guarda na justiça e, felizmente, tomou posse da minha herança antes que minha mãe torrasse tudo com bebidas e entorpecentes. Depois disso, o pai dela — meu avô — falece

