E ele cedeu - Anna Lara

2027 Words
Postei o anúncio sem muitas esperanças, talvez alguma menina estivesse procurando um apê para dividir as contas. Christopher miou todo manhoso quando me viu. Fiz as unhas dos pés e fiquei de preguiça o dia todo! Eu sempre aproveitava quando havia um dia tranquilo. A maioria deles eram divididos entre fazer academia, marcar depilação, ir na manicure e ir no salão. Fui até a feira que era próximo a minha casa comprar legumes. Quando saí do elevador avistei o apartamento trinta e sete que era próximo ao meu, e o meu sorriso se estendeu. Desde que me mudei aqui notei que os moradores desse apartamento jogam coisas legais fora. E dessa vez foi um vaso de vidro maravilhoso que estava no capacho. Na caixa de papelão estava escrito "Doa-se". E eu que não sou boba e nem nada, a levei comigo junto da sacola de verduras. Entrei sorrindo em casa, lavei o vaso que não tinha nenhuma avaria. Eu não sei bem quem mora no trinta e sete, mas desde que mudei aqui já resgatei diversas coisas. Coloquei o vaso no aparador já querendo comprar flores para enfeita-lo. A campainha tocou, olhei pelo olho mágico e abri a porta. - Boa tarde Anna! A voz masculina me cumprimentou. - Oi Max! Respondi. - Eu peguei a sua entrega com o porteiro pela manhã... Disse me entregando a caixa. Max era o meu vizinho de porta, cada andar haviam três apartamentos. O trinta e sete que jogam às coisas fora, o trinta e oito que sou eu , e o trinta e nove que é o Max. Ele também mora sozinho, sei muito pouco da vida dele. Apenas que é personal trainer, e que possue um cachorro. Max pega correspondências e às entregas que chegam pra mim com o porteiro. - Aaah que gentil, obrigada! Falei pegando o pacote. - E o Christopher está gostando do lar? Perguntou brincando. - É como se ele sempre tivesse morado aqui! Respondi vendo meu gato dormir profundamente sobre o sofá. - Até mais Anna! Ele sorriu. - Até... E outra vez obrigada! Ele acenou indo para o seu apartamento. Fechei a porta e ansiosa abri meu pacote, eram meus livros de psicologia que haviam chegado. Eu ainda tinha os livros que Pither me deu, mas esses eram novos; me emocionei só de imaginar chegando com eles na faculdade. Depois disso liguei meu som no volume baixo e comecei a preparar minhas marmitinhas da semana. Eu não gostava de ouvir músicas no volume alto, já bastava a madrugada toda aquelas músicas do Castelo Club que irradiavam a mente. Depois de tudo limpinho me sentei junto ao notebook e fiquei olhando meus livros. Mas a senhora curiosidade bateu! E junto dela a extrema habilidade de investigação! Procurei no Google escritor André, e graças a Deus e a nossa tecnologia ele me entregou tudo. Ele realmente era escritor, uma das primeiras coisas que apareceram foram seus livros. O fofoqueiro do Google também expôs que André trabalha numa editora reconhecida. E também é parceiro no jornal da cidade; isso só mostra o quanto ele é extremamente inteligente. Mas não foi a inteligência de André que mais me chamou a atenção. André é Monteiro, igual ao Pither; e não foi difícil eu fazer a conclusão. São parentes!! Claro!! Por isso a semelhança! Ouvi dizer que essa família tem o gene da beleza. Mas não é qualquer beleza não!Eles são imensamente irresistíveis! Atraentes, sedutores e muito inteligentes! E o pior é que eles nem se esforçam! Conhecendo o André pessoalmente eu percebi que nem eles mesmos percebem o quão envolventes são! No orfanato às meninas e eu brincávamos que a professora Angel com certeza não tinha paz nem pra dormir, com um homem tão charmoso ao seu lado como o Pither! Era apenas piada! Pois todas nós sentíamos o quanto ela é feliz e segura ao lado dele! Mas quem diria que justamente o seu primo estaria frequentando o Castelo Club! Vi uma foto de uma premiação em que André ganhou um prêmio, ao seu lado uma mulher que acredito ser a esposa. Dei zoom só por curiosidade, ela é baixinha, pele bronzeada e cabelos castanhos. Nada muito especial! Não quero ser arrogante mas o que essa mulher tem na cabeça de ficar desprezando um homem desses? Aqui não fala nada da filha, apenas que seus pais já morreram. E o nome da esposa... Ariadne. Essa é a louca que está abrindo mão do marido! Fiquei a olhando por alguns instantes e refletindo que talvez... Só talvez, se André tivesse me conhecido em outras circunstâncias, talvez na faculdade. Pudesse me olhar de uma forma diferente! Se eu não fosse garota de programa, com esse passado obscuro, poderia sim competir com ela. Mas com certeza ela veio de família rica, com pais endinheirado e boa educação. Eu não tenho nem chance! Salvei a foto de André no meu computador só pra admira-lo de vez em quando. Depois fui tomar banho, daqui a pouco preciso estar no pub interpretando uma personagem que não sou eu! (...) Cheguei no Castelo por volta das sete, subi ao meu quarto para a produção. Hoje eu não ia por minhas botas over; hoje a fantasia é diferente. Roupas de colegial, meias brancas e sapatos preto de saltos. Desci às escadas cautelosamente, a casa estava cheia hoje. Olhei nos estofados vários magnatas mais velhos assistiam Jasmine no pole dance. A área VIP estava fechada, alí todos os pilantras que não podem ser vistos pela sociedade se escondiam na área VIP. Como por exemplo políticos, homens da lei e até aqueles bem religiosos sabe? Nesse lugar toda espécie de sujeira é bem vindo! Se tiver dinheiro, Mamãe Gothel faz vista grossa na hora! Ariel se aproximou de mim com sua cinta-liga vermelha. - Hoje o movimento tá alto hein? Disse próximo a mim por causa do barulho. - Quem está na área VIP? Indaguei. - Acho que é a De neve! Respondeu acedendo um cigarro. Fiquei com pena de Branca de Neve. Ela era a mais nova de nós, ainda uma adolescente com poucas experiências. Aqueles marmanjos iam pedir qualquer coisa! - Você viu quem está no bar? Ariel me perguntou. - Quem? Perguntei imaginando ser o cara que me paga para ter fetiches estranhos. - Seu amigo da outra noite... Disse apontando. Caminhei em passos leves e avistei-o sentado junto ao balcão. Ele me olhou de relance e sorriu, tomando o seu drinque. Meu coração acelerou tanto que achei que fosse explodir! Ele quando me viu se aproximar apoiou seu cotovelo sobre o balcão apertando os olhos. Não é possível que ele faça isso sem perceber! - Você voltou! Falei sorrindo. - Colegial é?! Disse se referindo á minha roupa. - Se eu soubesse que você viria hoje tinha colocado algo mais excitante! O Sacaneei pois minha camisa branca estava com vários botões abertos, exibindo meus s***s sobre o sutiã de renda. - Seus cabelos ficam lindos presos! Falou-me. Sorri ruborizada, tantas coisas amostra para ele notar. E exatamente o meu cabelo que ele elogia. - Quer subir? Falei o instigando. - Quero! Respondeu assentindo. Subi na expectativa de que dessa vez ele aceitasse mais do que uma conversa. Passamos pela porta e outra vez ele ficou observando o quarto. Fiquei o olhando pelas costas enquanto ele se virava minuciosamente. O encarei nos olhos desejando que ele se rendesse a mim. - Eu vim pra te agradecer por ontem... Começou. - Veio somente para me agradecer? Sorri. -Podia ter deixado um bilhete! - Pra você pode não ser grandes coisas mas... A nossa conversa realmente me fez bem! Disse com convicção. Se ele soubesse que eu andei stalkeando até os animais da casa dele, saberia o grande impacto que me causou. - Que bom que de alguma forma o ajudei! Falei indo até ele deslizando minhas mãos sobre a sua camisa. - Não vai ficar só na conversa hoje né? - Te desapontaria se dissesse que sim? Fitei seus olhos. - Não me acha bonita o suficiente? Perguntei. - Pelo contrário... Você é muito mais do que só uma mulher bonita! Disse com seu rosto junto do meu. - Viu algo a mais em mim em meia hora de conversa Senhor André? Ironizei. - Acho que não fui o único! Ele parecia ter sussurrado. Virei meu rosto sentindo o cheiro da colônia que exalava em seu pescoço. Delicadamente beijei a pele sensível atrás da orelha e deslizei por seu pescoço. Senti ele arfar quando cheguei até o colarinho de sua camisa. Ele baixou seu olhar alcançando meus olhos, então com a minha mão direita segui descendo abrindo seus botões um por um. Eu sei o quanto ele tinha medo de trair a esposa, então não dei trégua para que ele pensasse. Rocei meu nariz sobre a sua barba e o vi fechar os olhos. Então mordisquei a ponta de seu queixo e ele suspirou fundo." Está encurralado senhor escritor!" Pensei sorrindo. Abri a sua camisa social com as mãos e toquei o seu peito nu. Ele definitivamente não parecia um homem qualquer que trabalha sentado. André realmente se cuidava! Me sentei sobre a cama e o virei para mim, abri o seu cinto e puxei o zíper da calça. - Me desculpe se eu não for o que você espera... Ele disse com um meio sorriso. - Vamos descobrir isso agora! Falei dando lhe uma piscadela. A sua cueca boxer era preta! Já ganhou cinco pontos comigo! Eu sei o quanto isso é um passo importante pra ele. Pra mim mais um cliente; pra ele uma forma de preencher o que lhe falta! Baixei mais a sua calça, sua ereção era nítida. Eu já estava gostando do que via, mas quando deslizei a sua cueca pelos quadris tive certeza. Ou aquela mulher é louca, ou o André está mentindo!!! Levantei meus olhos pra ele, mas André não me encarou. Tirei uma camisinha entre os meus s***s, rasguei a embalagem e a vesti em seu m****o. Sua pele parecia tremer apenas com o meu toque, vamos saber o que ele sente com a minha boca. O vi jogar a cabeça para atrás soltando um pequeno gemido. Sua boca ligeiramente aberta, apertando os olhos. Ele arfava a cada vez que a minha língua deslizava pelo seu p*u. Eu adoro às reações que os homens dão! Tirei totalmente a sua calça, me levantei ficando de frente a ele. Coloquei minhas mãos sobre a sua camisa social tirando dele; a deslizando por seus braços. André abriu seus olhos fitando os meus. Depois que o despi completamente, o girei jogando-o em cima da cama; ele me olhou surpreso. Graciosamente toquei a lateral do meu corpo, desabotoando a saía. - Puxe-a... Falei mordendo o lábio. E ele assim fez. Enquanto André tirava a minha saia fui abrindo minha camisa de colegial. Sem tirar os olhos dele, abri os botões com um sorriso. Ele me olhou minuciosamente enquanto estava apenas de lingerie. - Eu te imaginei exatamente assim... Disse como se estivesse encantado. Fiquei molhada na hora! Ele acariciou o meu corpo deslizando de meus s***s até a minha barriga. Então fez menção de tirar a minha calcinha e eu assenti. Depois que André a tirou completamente segurei em seus ombros me sentando sobre ele. Senti seus músculos se contraírem. - Relaxa... Sussurrei em seu ouvido. Então ele me olhou com desejo, foi aí que entendi que já podia. Senti seu m****o me cutucar enquanto eu fazia a******a deslizando sobre ele. Ele segurou em minha cintura enquanto eu rebolava sobre aquele p*u maravilhoso. Dessa vez eu nem precisei simular nada! Eu realmente estava sentindo prazer! Os movimentos repetitivos foram ficando mais intensos. Comecei a pular vendo como ele gemia de t***o. Vi meu orgasmo chegar ao ápice quando dei um grito alto, e senti o squirting escorrer pelas pernas. André vendo isso girou o meu corpo me soltando sobre a cama. Então ele abriu às minhas pernas e se encaixando perfeitamente entre elas, começou a me estocar com força. Foi aí que entendi que ele não brincava em serviço, e deixei-me levar por um instante naquele homem que não era meu!
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