Isabela Alexei Morozov não gritava. Não ameaçava. Não precisava. Homens realmente perigosos nunca levantam a voz. Ele caminhava lentamente ao meu redor, como se estivesse avaliando uma obra rara. Ou decidindo onde quebrá-la. — Dimitri deve estar enlouquecendo agora — comentou, casualmente. Não respondi. Ele parou atrás da cadeira. Pude sentir sua presença próxima demais. — Sabe qual é o erro dele? — Achar que controla tudo? — retruquei. Morozov soltou um leve riso. — Não. O erro dele foi amar. Meu estômago se contraiu. Ele deu a volta novamente, apoiando as mãos na mesa diante de mim. — Dimitri Volkov era previsível antes de você. Inclinei o rosto. — Então você perdeu vantagem. Os olhos dele brilharam. Diversão. — Talvez. Ele puxou outra cadeira e sentou à minha fren

