Isabela A morte de Morozov deveria ter trazido paz. Trouxe atenção. Três dias depois do galpão, as notícias começaram. Explosões no porto. Desaparecimento de empresários. Movimentações financeiras suspeitas. Nada citava nomes. Ainda. Mas o cerco estava se formando. Eu estava no escritório quando Dimitri entrou segurando um tablet. — Temos um problema maior do que retaliação — ele disse. Peguei o aparelho. Uma reportagem internacional. Investigação conjunta. Cooperação entre governos. Rastreamento de redes criminosas no leste europeu com ramificações na América Latina. Meu estômago não revirou. Minha mente acelerou. — Eles estão conectando pontos — falei. — E alguém está entregando coordenadas — Dimitri completou. Isso era pior que Morozov. Porque Morozov queria poder.

