CAPÍTULO 25 — QUANDO A RAINHA VIRA ALVO

602 Words
Isabela A primeira tentativa veio disfarçada de rotina. Eu estava no terraço da ala leste, revisando relatórios das rotas que assumimos após a queda de Ivan. O vento estava forte. Frio. Cortante. Silêncio demais. Meu instinto alertou antes do som. O brilho metálico surgiu do prédio vizinho. Rifle. Não hesitei. Joguei-me no chão no mesmo segundo em que o disparo rasgou o ar. O vidro atrás de mim explodiu. Fragmentos cortaram minha pele. Um segundo tiro. Desta vez, Dimitri me puxou. Ele apareceu como uma sombra rápida, me arrastando para trás da mureta de concreto. — Fica comigo — ele ordenou. — Estou viva — respondi, mesmo com o coração disparado. Mais dois tiros. Depois silêncio. Os homens de Dimitri correram para neutralizar a ameaça. Ele segurava meu rosto com as duas mãos. — Você está sangrando. Toquei a lateral da testa. Sangue leve. — Arranhão. Os olhos dele estavam escuros demais. — Isso acabou. — Não — falei, firme. — Isso começou. Ele me encarou como se quisesse me prender dentro de um cofre. — Eles estão mirando em você. — Ótimo — respondi. — Significa que não conseguem atingir você. Ele me puxou contra o peito com força. — Não use isso como vantagem. — É vantagem — rebati. — Se eu sou alvo, eu controlo o movimento. Os homens voltaram. — Atirador morto — anunciaram. — Identificação? — Dimitri perguntou. — Nenhuma. Profissional. Profissional significa contratado. Contratado significa ordem direta. Olhei para Dimitri. — Morozov. Ele assentiu. Mas algo no olhar dele dizia que não era só isso. Dimitri Eu já tinha perdido homens. Territórios. Aliados. Mas quase perdê-la… Foi diferente. Aquela bala não era só ameaça. Era declaração. No escritório, mandei rastrear tudo. Chamadas. Transferências. Conexões. Uma coisa chamou atenção. O pagamento do atirador não veio de Morozov. Veio de uma conta ligada a um dos capitães do conselho. Sergei. O mesmo que a chamou de perigosa. O mesmo que ficou em silêncio demais. Voltei para o quarto. Isabela estava limpando o pequeno corte no espelho, como se nada tivesse acontecido. — Não foi Morozov — falei. Ela não se virou. — Eu sei. Congelei. — Como? — Porque Morozov é arrogante demais para terceirizar algo tão simbólico — respondeu, calma. — Ele gostaria de ver. Ela se virou lentamente. — Quem foi? — Sergei. Ela não demonstrou surpresa. — Eu imaginei. Aproximei-me. — Você sabia que ele podia trair. — Eu sabia que ele podia temer — corrigiu. — E mesmo assim provocou. Ela segurou meu rosto. — Dimitri… medo é mais perigoso que ambição. — Eu vou matá-lo — declarei. — Não — ela respondeu. — Isabela— — Não agora. Os olhos dela brilhavam com algo novo. Frio. Calculado. — Ele tentou me matar. Não você. A tensão cresceu. — Então é meu direito. Ela se aproximou até que nossos corpos quase se tocassem. — Não — murmurou. — É meu. O ar entre nós ficou pesado. — Você quer executá-lo? — perguntei, voz baixa. — Quero que ele entenda — disse. — Que errar contra mim é pior do que errar contra você. Segurei sua cintura. — Isso vai mudar tudo. Ela sorriu devagar. — Já mudou. Beijei-a como se estivesse marcando o início de algo irreversível. O gosto de sangue ainda estava nos lábios dela. — Se você cair — murmurei — eu destruo o mundo. — Então fique ao meu lado — ela respondeu — e destrua o certo. &&&________&&&&&&&&&&& 🔥 Cliffhanger: • Sergei não sabe que foi descoberto • Isabela exige conduzir a execução • Morozov prepara algo maior nas sombras
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