Joseph Kosarev e seus capangas se hospedaram num hotel de luxo em Sydney no dia seguinte após a reunião, Joseph ainda estava muito irritado porque Kylie havia recusado sua proposta, ele chega ao seu quarto no hotel e se joga sobre a cama, mas logo alguém bate a porta, ele se levanta para abrir, e quando ele atende a porta:
- Uma belíssima tarde, senhor Joseph.
- Willard? Está com o pacote?
- Como prometi. - então Willard abre uma maleta, dentro haviam muitos rolos com notas de dólares.
- Ainda tem muito mais de onde esse veio. - disse Willard enquanto fechava a maleta com um sorriso no rosto.
Então os dois seguiram para um salão no térreo do prédio, chegando lá eles encontram uma sala cercada de soldados armados e muitas sacolas de dinheiro, também tinha uma grande tela branca na parede ao fundo.
- Está vendo Willard? Nós somos os donos do mundo, podemos fazer oque quisermos. Tudo isso é nosso, e hoje faremos da Austrália a nossa nova casa. - Joseph sorria enquanto olhava em volta.
- Perdão senhor, mas o presidente corporativo russo está ciente do que está prestes a acontecer? - questionou Willard.
- Como poderia? Meu pai tem ficado molenga com o passar do tempo, ele quer sim dominar a Austrália, mas não a todo custo, e isso tem feito a influência russa despencar ao redor do mundo, coisas assim eu não posso tolerar, por essa razão estamos agindo por conta própria.
- O senhor pediu recursos, e eu arranjei de bom grado, como me pediu. Mas eu gostaria que...
- Piwbrins Industries...
Willard parou por um instante.
- Você tem uma galinha de ovos de ouro nas mãos Willard, eu poderia te incluir na minha mesa quando assumir o governo corporativo daqui e do meu país.
- Seria uma honra.
- Claro que seria, afinal, você não tem nada desde que se separou da sua família não é? Somos sua última esperança, Willard, sem nós você não é nada.
Então Joseph se aproxima de Willard e o abraça, rindo. Então os dois dão um aperto de mão e Joseph diz:
- Muito obrigado pela sua cooperação, vou lembrar do seu ato de bondade quando estivermos no topo.
- É um prazer, senhor. Boa sorte na operação. Pegarei um vôo agora mesmo de volta a Downtown, o chefe aguarda.
- Faça uma boa viagem, e pegue uma rota alternativa.
Willard acenou positivamente com a cabeça e se retirou da sala.
Então Joseph se virou de costas e fez um sinal com as mãos.
- Vamos começar a operação, senhores.
Os soldados saíram um após o outro da sala, e Joseph se dirigiu de volta ao seu quarto, onde havia uma grande TV de LED e a parede era uma janela de vidro gigante e super resistente, Joseph se aproximou da janela e admirou a vista, era possível ver o prédio do presidente da corporação Australiana, porém, mais além no horizonte, ele via bairros devastados, tinham prédios queimados por conta de ações de vândalos e até mesmo parques destruídos, com flores mortas e brinquedos para crianças inutilizáveis.
No aeroporto, James estava trajado como o Anarquista, Samuel e Jaime estavam com ele.
- Eu vou acompanhar vocês dois, ontem a noite eu verifiquei a área até o destino e o caminho parecia ser completamente seguro, porém vou pelos prédios. - disse James.
- Espero que a recepção seja calorosa. - disse Samuel, rindo.
- Com certeza será, estarão com buquês de flores nos esperando. - brincou Jaime.
Então os dois foram diretamente até um carro no lado de fora do galpão, Jaime sentou no banco do motorista, enquanto Samuel foi no banco do passageiro, então a porta do aeroporto foi aberta por uma equipe que cuidava do local, e então eles partiram com o Anarquista usando Rappel para andar pelos prédios e segui-los.
Os soldados de Joseph entraram todos em carros fortes de dinheiro, alguns usando roupas táticas e outros de ternos sociais, pelos céus circulava um avião Teco-Teco, que fazia voltas pelo céu em volta do hotel.
- Está na hora, inicie a operação. - disse Joseph num rádio ao comandante de um dos carros fortes.
- Vocês ouviram, vamos agir.
E então todos os carros partiram em fileira.
Jaime e Samuel dirigiam em uma certa velocidade pela avenida até o prédio sede, para que James pudesse ter tempo de acompanhá-los, e somente em caso de risco extremo eles correriam a todo vapor. O Anarquista os seguia com o rappel, até que ele percebe uma movimentação estranha, e resolve avançar um pouco mais rápido e observa que existe um cruzamento entre a avenida onde James e Jaime estavam, ele vê uma comitiva de carros fortes passarem, porém alguma coisa explode na frente de James, e ele fica zonzo, ele ouvia um zumbido alto e então ele cai no chão. Imediatamente ele puxa o rádio e tenta avisar a Jaime e Samuel, porém o rádio estava com m*l funcionamento por causa da explosão, então James tira máscara por um instante, escondendo o rosto e força a visão para enxergar, então ele vê um atirador no prédio a frente mirando nele, rapidamente ele rola pro lado e desvia do tiro por pouco, então James se esconde atrás de umas caixas que tinham ali no alto do prédio, ele tenta contatar Samuel e Jaime, porém o rádio ainda não estava funcionando, sem opções, ele viu que a única saída era lutar.
Joseph ainda estava na janela observando com uma taça de vinho entre os dedos, ele bebia calmamente enquanto observava o prédio da corporação de longe pela janela, no horizonte, seguia o pôr do sol.
- Uma vista deslumbrante como o pôr do sol, para um dia tão importante como hoje, é realmente um presente divino.
Ele dá um gole no vinho e então ele para de focar a visão no prédio e passa a focar no próprio reflexo no vidro.
- Eu nasci pra ser o rei do mundo. - ao dizer isso ele sorriu maleficamente.
A comitiva de carros fortes seguia seu caminho rumo a avenida principal, que daria até o prédio corporativo, porém no meio do caminho eles se separaram, os carros fortes vão para uma outra rua para pegar outra rota, enquanto outros carros sociais chegaram e foram diretamente para a entrada principal da torre, assim que eles entram, eles se deparam com um sinal fechado, e apesar de não ter ninguém andando por aquela rodovia, eles não podiam levantar suspeitas, então pararam naquele sinal, em seguida um carro para ao lado deles, eram Samuel e Jaime.
O Anarquista trocava tiros com o atirador no prédio a frente, James ainda não conseguia enxergar claramente por conta da granada de luz que ele havia levado no rosto agora a pouco. O atirador e ele tomavam cobertura atrás de coisas enquanto atiravam, o'que tornou as coisas bem mais difíceis, até que chegaram mais atiradores no prédio a frente e também no mesmo prédio onde o Anarquista estava, uns homens chegaram de surpresa, e James, ainda muito zonzo, tenta lutar contra eles no corpo a corpo, um soldado veio até onde ele estava abaixado e tentou atacá-lo com uma faca, porém o Anarquista o segurou pelo pulso, e tentou empurrá-lo para trás, mas como ele ainda estava meio tonto, acabou escorregando e nesse meio tempo, o soldado levou um tiro em cheio na cabeça, e a faca caiu no chão. Mais soldados se aproximavam, e outros chegavam ao telhado do prédio à frente.
James se recuperou da concussão, e então puxou uma pistola do coldre da sua coxa e na outra mão ele segurou sua metralhadora.
Em seguida ele se levantou e atirou primeiro nos soldados que estavam no mesmo telhados que ele, alguns foram acertados, os soldados que estavam no prédio a frente atiraram também, porém James se jogou atrás de outro monte de caixas, tomando cobertura, então quando os soldados estava se aproximando dele, James deu um chute na caixa, o'que fez alguns cambaleiam, então ele se levanta e atira com a metralhadora, matando mais alguns, os soldados que estavam no telhado do prédio a frente não conseguiam acerta-lo por medo de acertar seus companheiros, e James usou um deles como escudo, e atirou nos soldados que estavam no prédio a frente com sua pistola, matando vários de uma vez.
Alguns ficaram desnorteados e recuaram, só havia um frente a frente com o Anarquista agora, então ele puxa sua faca de combate, e o soldado também.
- Você não vai... URGHH. - o soldado estava começando a falar quando James atirou sua faca no peito dele, o matando.
O Anarquista se aproxima do corpo e pega sua faca de volta, limpando-a com um pano. Mas sem muito tempo para descanso, um outro soldado apareceu no prédio à frente, mas esse era maior e mais forte, ele carregava uma minigun, logo ele começou a aquecê-la mirando no Anarquista.
Enquanto isso, o sinal abriu, Jaime e Samuel seguiram rua a frente junto com a comitiva de carros sociais ao lado.
- Eu ouvi tiros? - perguntou Jaime.
- Deve ser o James tirando o lixo. - respondeu Samuel.
- Tirando o lixo?
- É a tarefa favorita dele.
Eles estavam se aproximando do prédio, Samuel tenta contatar James no rádio:
- Ei James! Você tá aí? Você consegue me ouvir? Estamos nos aproximando do prédio- ele espera retorno do rádio, porém não recebe nada.
- Entre em contato logo James.
O Anarquista correu rapidamente para tomar cobertura atrás de uma pilha de vigas de metal e concreto que tinha ali perto, ele se esconde e quase é atingido pelo atirador, que gasta toda a munição impiedosamente, e deixa o entulho completamente destruído, assim, parando de atirar, sua arma estava tão quente que tomou até um tom avermelhado, ele olha fixamente para o entulho, tentando ver alguma coisa, porém não vê nada além de poeira, pedra e metal destruído, muito confuso, o homem tenta recarregar sua arma, mas é acertado por um tiro na testa, e caiu no chão.
O Anarquista estava coberto de ** de concreto, deitado no chão no meio dos restos do entulho.
Jaime e Samuel finalmente chegam ao prédio, um mordomo os recebe falando em Australiano, Jaime o cumprimenta e entrega as chaves do carro para que ele o estacione, e então ele adentra as portas do prédio, Samuel o segue. Logo em seguida a comitiva de carros sociais chega ao prédio também, e um dos capangas avisa a Joseph:
- Senhor, estamos no prédio.
- Ótimo. A equipe de demolição está em posição?
- Estamos aqui também senhor.
Uma frota de carros fortes entra pela parte de trás do prédio, os guardas abrem a porta por parecer carros da casa da moeda, eles vão diretamente até as salas de manutenção.
- SAMUEL! - James grita no comunicador.
- Ahn? James? Você está bem?
- SAMUEL! CAI FORA DAÍ, É UMA EMBOSCADA, TEM SOLDADOS EM VOLTA DO PRÉDIO.
- Se acalma, fala baixo, aonde você tá?
- Eu fiquei preso algumas ruas atrás por conta dos ataques de uns soldados, vocês dois precisam dar no pé agora mesmo.
- Mas o Jaime já subiu até o andar do presidente, já deve estar com ele a essa altura.
- O'QUE?!
- Eu estou aqui no Hall.
- Samuel, avise ao Jaime, dêem o fora daí o quanto antes, alguma coisa muito r**m está pra acontecer.
Samuel desliga o rádio e rapidamente pega o elevador até o andar da sala do presidente.
James desliga o rádio, e pega a sua máscara que havia tirado, ele desce do prédio com o rappel e chegando ao chão, ele vê um caminhão de colchões estacionado.
- Pode vir a calhar.
Então ele quebra o vidro e entra no banco do motorista, faz uma ligação direta e vai embora a toda velocidade.
Jaime estava conversando com o presidente Kylie em sua sala sobre a proposta de economia para levantar o país:
- E é por isso senhor, que eu acredito que essa medida poderia salvar a Austrália da crise.
- Oferta muito promissora, mas preciso discutir com alguns outros chefes também.
E então um grupo de homens bem vestidos de ternos entrou na sala do presidente.
- Quem são vocês? - perguntou o presidente.
- Perdão senhor, requisitam a sua presença no salão superior.
O grupo de soldados do carro forte descem do veículo e rapidamente matam todos os guardas que ficavam cuidando daquela zona de manutenção, eles rapidamente montam as bombas nos principais pilares e saem dali, deixando um timer de três minutos.
Samuel chegou à sala do presidente desesperado, porém ele não estava lá, então uma atendente informou de que ele havia ido para os andares superiores, e então Samuel seguiu correndo para lá.
Jaime e o presidente já estavam lá, mas perceberam que não havia ninguém além deles dois na sala.
- Que brincadeira é essa? - o presidente se vira e percebe que as portas do salão foram fechadas.
Ele e Jaime tentam abrir, porém não conseguem.
- Tudo pronto chefe, menos de um minuto e meio para a detonação. - informou um soldado pelo comunicador.
- Ótimo, se retirem.
E os soldados entraram nos carros fortes juntos com os homens de terno e rapidamente deixaram o local.
James estava se aproximando do prédio com o caminhão de colchões, Samuel finalmente chega ao salão superior, ele consegue arrombar uma das portas e entrar, ele encontra Jaime e o presidente, porém já não havia muito tempo, faltavam dez segundos para a bomba explodir. Ele rapidamente empurrou o presidente para fora da sala, e apesar de Jaime está relutando sem entender o que estava acontecendo, Samuel o empurrou para fora também, e nessa hora a bomba explodiu, levando o salão inteiro e metade do prédio aos ares.
James que estava ali próximo parou o caminhão.
O presidente e Jaime foram arremessados para dentro do prédio, Jaime caiu desacordado, um alvoroço se instalou pela cidade inteira, Jaime rolou e acabou despencando do prédio pela parte em que tinha explodido, os destroços ainda estavam se assentando, ele iria cair direto no chão, até que James passou com o caminhão de colchões, amortecendo sua queda por pouco, e James acelerou o máximo que pôde e também por pouco, conseguiu fugir dos destroços.