Agafonik cercou um abrigo lotado de sobreviventes com tanques, ele falava com um alto falante a todos:
- Todos os sobreviventes restantes dentro do abrigo, entreguem suas armas e rendam-se!
Porém ninguém se manifestou.
Então ele deu um sinal, e uma série de disparos foram feitos pelos soldados para o alto, mas mesmo assim, nenhum sinal.
Agafonik tira a máscara do seu rosto, revelando sua aparência, ele era um homem loiro de olhos castanhos, além de ser muito musculoso, ele era bem paciente e um exímio lutador e estrategista.
Então, percebendo que havia alguma coisa errada, ele pegou um rifle de um de seus homens, quando ele mirou para atirar em alguma janela, o soldado do qual ele havia pego o fuzil cai no chão de repente, morto.
Agafonik olha fixamente para o refúgio e vê um soldado Australiano mirando nele pela janela, e a julgar pela fumaça saindo da ponta do rifle, ficou claro que foi ele quem efetuou o disparo.
- Certo então, eu quis ser diplomático, mas como não aceitaram, virem cinzas no meio de toda essa miséria.
Ele se virou de costas, e deu um sinal para seus homens dispararem, porém isso não aconteceu.
- O'Que há com vocês? Porque não estão tirando?
Um dos soldados apontou de volta para o refúgio, e então Agafonik se virou de volta, e viu um homem n***o e alto em pé na porta do refúgio, era Kwaku, que o encarava fixamente.
- Finalmente usaram a cabeça! Um pouco tarde eu imagino.
Kwaku puxou um facão do coldre nas suas costas, e o apontou para Agafonik.
No refúgio do sul, Milorad Asimov se aproximava com seus soldados. Milorad era o menor de todos os patronos, pois ele era oque menos tinha força bruta, mas em compensação, era dotado de inteligência. Ele talvez só não contasse que Leonid também chegaria ao refúgio ao mesmo tempo que ele.
O refúgio do sul ficava num terreno profundo no meio de uma floresta, era um tipo de bunker. Nas duas extremidades se encontravam Leonid e Milorad, os dois avistaram um ao outro, então Milorad grita perguntando para Leonid:
- Como nos alcançaram tão rápido?
- Existem túneis que levam diretamente para os refúgios, nós só pegamos um atalho. - Leonid falava muito feliz.
E Milorad retribuiu com um sorriso raivoso.
Abdullah Sivkov era um líder nato, dentre todos os patronos, ele era oque os russos acreditavam ser uma lenda viva, por liderar missões impossíveis e ter sempre êxito, fora o fato de que era o melhor pugilista da Rússia.
Dessa vez Abdullah foi quem encontrou Kylie e seus soldados, ele os avista do alto de um morrinho e dá um sorriso malicioso.
Então os três patronos tocaram uma buzina tão alta que era possível ouvir de longe, aquilo indicava que uma guerra estava prestes a começar.
Agafonik foi o primeiro, avançou furiosamente para cima de Kwaku, porém ele revidou lhe acertando um murro direto no rosto e o fazendo cair no chão, quando os soldados de Agafonik sacaram suas armas para atirar, elas emperram, e então eles perceberam um exército inteiro os cercando por trás de soldados africanos e australianos, uma grande luta começou, Kwaku segura Agafonik pelo pescoço e o joga por uma das janelas do refúgio, o fazendo cair lá dentro entre cacos de vidro, ele desvia por pouco do chute que ia levar na cara, rolando pro lado, agora eram só ele e Kwaku dentro do refúgio, enquanto os exércitos trocavam tiros lá fora.
Não demorou muito para o conflito entre Leonid e Milorad começar, os soldados trocavam tiros uns contra os outros, porém a área era bastante coberta por árvores e vários tipos de vegetação, eram tantas folhas que a luminosidade do sol não passava direito, o'que deu uma vantagem para os soldados tomarem cobertura nas árvores e se esconder no escuro, mas Milorad e Leonid sabiam como usar o ambiente a seu favor, afinal, os dois eram grandes estrategistas.
O pelotão de Kylie era mais bem armado do que os outros, seus soldados portavam todo tipo de explosivo e tanques, Abdullah, apesar de estar menos armado, tinha bastante experiência de guerra, Kylie andava dentro de um tanque no meio da frota quando Abdullah o cercou, seus homens usavam metralhadoras e alguns lança granadas, porém quando já estavam prestes a disparar, Kylie sai pela escotilha de cima do tanque, com as mãos para o alto, Abdullah ordena que seus homens parem.
- QUERO FAZER UM ACORDO! - gritou Kylie.
Todos ficaram surpresos.
Kylie sai de dentro do tanque de guerra e caminha em direção a Abdullah, os dois ficam frente a frente, e Kylie propõe:
- Nós podemos nos unir, e juntos vamos acabar com as duas pedras em nossos caminhos. Junte-se a mim, com a sua experiência em guerras e os meus recursos, poderemos de uma vez só acabar com o Anarquista e os russos.
Abdullah ficou um pouco desconfiado.
O Anarquista e Vahan estavam se aproximando do refúgio central, era possível vê-lo de longe, um prédio levemente destruído.
- Espero que ele esteja lá.
- O General?
- Quem mais seria?
O Anarquista dirigia, cada vez mais eles se aproximavam do refúgio por um caminho sorrateiro, coberto por folhas de árvores altas.
- Se vocês Salvadores fizerem alguma palhaçada, eu não vou hesitar em caçá-los, Vahan.
- Boa sorte com isso.
- Você acha que pode me impedir?
- Eu tenho apenas certezas.
- Que coincidência, eu também.
- Tudo o'que fazemos é visando o bem da humanidade. - disse ela
- Todos vocês dizem a mesma coisa.
- E você? Pensei que só matava corruptos, mas parece que se envolve em guerras também?
- Quando uma guerra se inicia pela corrupção, sim.
- Então, quer dizer que pelo bem da humanidade você iniciaria guerras?
- Pelo bem da humanidade, eu mato quem merece.
- Você parece certo do que diz, senhor Anarquista, mas o que será que lhe espera no final de tudo isso?
- E oque te espera?
Então eles escutam uns sons de buzinas, a noite já ia caindo, o local entraria num toque de recolher.
- Estamos chegando ao fim da linha, melhor parar de falar. - disse Vahan, e o Anarquista concordou.
Na batalha contra Agafonik, o exército da resistência estava sendo vitorioso, eles fizeram as tropas inimigas correrem, matando muitos deles no processo.
Agafonik e Kwaku estavam parados um na frente do outro, eles estavam lutando o dia inteiro, Kwaku tinha vários ferimentos, Agafonik também.
Até que o russo puxou um charuto do bolso, e se aproximou de uma bacia com óleo, ele acendeu seu isqueiro e jogou ali, fazendo uma espécie de fogueira.
- Como tirou os refugiados daqui?
Então ele colocou o charuto na fogueira, acendendo e dando uma tragada.
Kwaku tirou seu colete rasgado, pegou umas correntes que tinham amarradas junto a parede e as soltou, em seguida deixou com que as pontas da correntes esquentassem, em seguida ele acertou a cintura de Agafonik, e então um walkie-talkie caiu no chão, queimado.
- Tem túneis por debaixo de cada refúgio.
Então, furiosamente ele ataca Agafonik, porém ele desvia e crava o charuto aceso numa ferida no ombro de Kwaku, e ele cai de joelhos, grita de dor, e em seguida Agafonik enrola o braço dele com a corrente derretendo, ele revira os olhos de dor, e Agafonik lhe acerta vários socos, porém Kwaku reage, se levanta dando uma cabeçada no nariz dele, e em seguida lhe acerta vários golpes com a corrente derretendo, queimando quase que todo o peitoral de Agafonik, depois o pega num mata-leão com o braço que estava com as correntes enroladas, queimando completamente o pescoço dele e o fazendo cair no chão inconsciente, mas ainda vivo.
Kwaku cai de joelhos, e dá um grito alto em sinal de vitória. Os soldados chegam ali, Kwaku os recebe com um sorriso, e desmaia.
Milorad e Leonid estavam num embate acirrado, os soldados trocavam tiros entre as árvores, os soldados da resistência estavam sendo massacrados.
- O'Que faremos senhor? - perguntou um soldado a Leonid enquanto eles estavam abaixados atrás de uma pedra.
- O alvo é Milorad! Se acabarmos com ele, os soldados ficarão sem comando e perdidos.
- Mas como vamos fazer isso senhor?! Eles não param de atirar!
Leonid avaliou bem a situação, era impossível tentar contra atacar com mais tiroteio, porém era impossível passar sem atirar, então Leonid chegou a uma conclusão.
Milorad estava um pouco atrás de onde seus homens estavam posicionados, ele falava com cada um por um comunicador que tinham em suas orelhas, até que próximo a ele, ele viu uma granada caindo, e reparou que quem jogou a granada foi um soldado russo que estava surtando. Então a granada explodiu e uma grande fumaça cinza se levantou, obstruindo a visão dos russos, e por isso eles pararam de atirar.
Em seguida uma outra granada voou, dessa vez no pé de Milorad, e uma luz muito forte tomou conta do local, deixando todos do lado de Milorad atordoados, até mesmo aqueles que estavam consideravelmente longe da granada, já que o ruído foi reproduzido por todos os comunicadores, assim, atordoando a todos.
Em seguida, os soldados da resistência apenas finalizaram o serviço matando todos os soldados russos rapidamente.
Então Leonid se aproximou de Milorad, que estava caído no chão com os ouvidos sangrando e disse:
- Se ainda consegue me ouvir, gostaria de te contar como foi que você e seus soldados foram derrotados.
Então Leonid tira uma zarabatana do bolso, e a mostra para Milorad.
- Arma rudimentar. Bastou atirar uma dessas com um dardo ensandecido em um dos seus soldados para que ele tivesse um surto, e atirasse aquela granada, daí com todos perturbados, era só concluir com a sua super granada PEM. Quem diria, nem mesmo a tecnologia está acima da inteligência, não é mesmo? Seu equipamento super avançado acabou te traindo.
Leonid se afastou, e disse para um dos soldados:
- Evacuem os sobreviventes, em seguida vamos ver se Kylie precisa de alguma coisa.
Quando os soldados se aproximaram de Milorad para prendê-lo, ele se levantou, com um botão na mão, ele estava prestes a se explodir, então levou um tiro no joelho, logo em seguida Leonid se atira para cima dele, e os dois rolam ladeira abaixo, caindo no riacho que passava ali perto, depois de alguns poucos segundos, uma grande explosão se levanta no meio do riacho, e apenas uma poça de sangue fica ali.
Após um momento de silêncio, os soldados tiram seus capacetes e abaixam a cabeça em sinal de respeito.