Nas duas faces de Eva
A bela e a fera
Um certo sorriso de quem nada quer
Sexo frágil
Não foge à luta
E nem só de cama vive a mulher
Por isso, não provoque
É cor de rosa choque" (Rita Lee)
Heitor seguiu o caminho para a escola de Violeta já um pouco mais animado, deixando o som do carro tocar as músicas infantis que a filha gostava.
Chegando a escola, imaginando como a sua pequena ficaria feliz em ir almoçar fora, foi surpreendido quando disseram que precisava ir à diretoria.
Não sabia se estava mais preocupado ou ansioso, quando foi autorizado a entrar na sala, levou um susto ao ver um menino de aproximadamente 10 anos, com gelo no rosto e camiseta suja de sangue; o seu espanto foi maior ao olhar para o lado e ver a sua filha com gelo na mão, os pensamentos de Heitor já começaram a criar possibilidades.
“Bom dia senhor Heitor Grondhet! Sou diretora Sonia! O chamamos aqui, pois a sua filha ágil com violência física contra um coleguinha, e isso não permitimos nesta escola”
“Mas o que aconteceu Violeta? Sei que nada justifica a violência, mas gostaria de saber o que levou a isso. Violeta me diga.”
“Poderei falar o que realmente aconteceu? Ou não vai adiantar por que esse ai e filho de uma grande doadora da escola e neto de deputado?”
“Na nossa escola não fazemos distinção de alunos mocinha.”
“Faz sim! Por que então ele nunca recebe castigo pelas coisas erradas que faz? Senhora diretora posso realmente contar o que aconteceu?”
Já suando frio a diretora concordou com a cabeça. A menina então começou:
“Em primeiro lugar ele não deveria estar com a turma do jardim, já que ele já está no terceiro ano, mesmo já tendo dez anos. Porém, parece que ninguém nesta escola quer ver o que ele faz, que é sair do lugar dele ir mexer com as meninas menores, ele passa a mão nas partes íntimas, mostra o seu p**, todos já viram o p** dele, uma menina disse que ele passou o seu p** no rosto dela. Não precisam acreditar em mim, basta verem as câmeras de segurança.”
“Ele já fez isso com você filha?” Heitor perguntou já nervoso.
“Não por que na primeira vez que tentou bati nele.”
“Então o que aconteceu hoje?”
“Tudo começou logo que cheguei na escola, ele falou para os amigos dele, olha lá aquela ali vai ser minha p*** particular logo, ele falou isso várias vezes, eu não ligue. Mas aí na saída ele foi onde a minha turma estava e falou se eu estava preparada para ser a p*** dele, eu disse que nunca, ele falou que agora que a minha mãe morreu, e a mãe dele já falou que vai casar com você papai, e que se eu não for uma boa menina vai mandar-me para um colégio interno, para não ficar longe do senhor eu teria que fazer tudo que ele quisesse, falou isso e tentou levantar a minha saia, não deixei, ele falou, agora você vai fazer o que eu quiser e veio novamente, foi aí que bati nele. Podem olhar nas câmeras, perguntar para os professores não adianta por que todos têm medo da mãe dele."
"Mas afinal quem é a mãe desse menino? " perguntou o pai curioso.
Neste momento entra na sala uma loira, perfeita na cirurgicamente, aos gritos:
"Quem foi o responsável por meu bebê estar nesta situação, vou denunciar esta escola, vou acabar com a vida do moleque que fez isso com o meu bebê, Thadeu André e um anjo de menino, não faz m*l a uma mosca, vou acabar com a família dessa criança!" Gritava tanto que não percebeu que havia outras pessoas na sala.
"Desculpe-me senhorita Katheriny Dhironh, estava agora mesmo conversando com o pai da outra criança." Falou nervosa a diretora, temendo a influência da mãe de Thadeu. Mas quando Katheriny olhou para o pai de Violeta a sua postura e fala mudou completamente.
"Heitor, quanto tempo! A nossa, estou devendo uma visita para você, nestes momentos difíceis que precisamos ser amigos e dar total apoio, do fundo do peito saiba que estarei do seu lado para consolar você." Falou enquanto arrumava o seu microvestido tomara que caia em paete vermelho, que deixava as suas longas e belas pernas a mostra e destaca o seu colo, valorizado os silicones.
Heitor ficou confuso ainda não reconhecendo a mulher a sua frente, até que ela percebendo o desconforto do homem se apresentou.
"Vai dizer que se esqueceu da sua amiga de escola, sou eu a Kath Furacão, haha."
"Claro, estudamos juntos no ensino médio, você mudou muito, está cada dia mais linda. Porém, sermos amigos de escola não muda o fato do seu filho atormentar a minha filha, seis anos mais nova que ele, e ainda ser um pequeno pervertido já com dez anos."
"Não de forma alguma, deve haver algum engano, o meu filho nunca mexeu com ninguém."
"Diretora por favor gostaria de ver as imagens." Disse Heitor decidido.
"Mas que imagens, a da briga dos nossos filhos, o que é isso Heitorzinho, que tal resolvermos isso com um fim de semana na minha casa de praia, a sua filha e o meu filho se entendem brincando e nós relembramos os velhos tempos de escola enquanto apreciamos um bom vinho." Sugerio Katheriny, segurando no braço do homem, que assim que sentiu o toque se afastou.
"Não é nosso tempo de escola que queremos resolver aqui, mas sim da situação dos nossos filhos aqui nesta escola, e o seu filho não ficará ao lado da minha filha nunca se depender de mim!" A paciência de Heitor já estava acabando. "Senhora Diretora a senhora irá mostrar as imagens as quais a minha filha mencionou ou terei que chamar um oficial da polícia aqui com o meu advogado?"
"Sim, por favor senhor só um minuto" Aflita com a situação respondeu à diretora.
"Podem mostrar o que quiserem, o meu filho sempre foi um exemplo de comportamento, nunca recebi uma única reclamação!" Rebateu a mãe de Thadeu, que realmente não sabia do comportamento do seu filho na escola, por ser de uma família influente, maior doador da escola, nunca reclamavam do seu filho, para não contrariar a família de políticos.
A diretora no nervosismo acabou colocando a imagem de dias anteriores, o horário era o mesmo, na saída, no local onde as crianças do jardim ficavam esperando os pais, afastados dos alunos maiores.
"Essas imagens não são de hoje a data na tela, a minha filha não estava na escola." m*l acabou de falar quando viu com os outros da sala, o pequeno Thadeu entrando na área dos menores e gritando "quem vai querer passar a mão no meu p** de ouro", dizendo isso e abaixando a roupa para mostrar o seu órgão genital para alunos e professores, na imagem uma professora tenta chamar a sua atenção, mas e repreendida por outra, "não mexa com o neto do deputado Dhironh"; fazendo a outra recuar e apenas colocar os seus alunos em outro local.
"Bem enquanto pai não quero ver as imagens de hoje, pois a minha decisão já foi tomada, quero a transferência da minha filha agora, uma escola que permite desordem de alunos privilegiados, não é lugar para minha filha". Heitor ficou chocado com a atitude do menino e da escola.
"Mas, o meu filhinho onde você aprendeu essas coisas horríveis?"
"Só falei igual aos seus namorados que vão lá em casa" Respondeu naturalmente Thadeu, que não chegou conhecer o pai, que havia sido preso por tráfico de d****s e morreu assassinado na prisão.
"Senhora Sonia, por favor a transferência da minha filha"
"Devo avisá-lo que não conseguirá matricular em nem uma escola, neste período do ano, talvez em alguma escola pública, pense bem senhor Heitor". Tentou justificar a diretora que sabia que iria perder uma boa aluna e um bom doador.
"A minha decisão já foi tomada, não permitirei que a minha filha seja m*l-educada com outras crianças, mas também não permitirei que outros queiram aproveitar da minha filha, com ela ninguém mexe."
A diretora sem ter outra opção encaminhou Heitor e Violeta a secretária para pegar a transferência, enquanto Katheriny brigava com Thadeu.