Pezão Eu tinha trocado telefone com a Maíra lá no baile e pouco liguei pro pampeiro que a mar dela tinha feito na hora de eu deixar a mina na porta da casa dela, no caso, a cora tinha mais que me agradecer, eu deixei a mina em segurança, porra O trupé? Eu conto A Maíra era a filhinha da mamãe, pelo menos foi isso que ela me contou e aquele berreiro lá, me confirmou. Ela tava sendo criada pra ser grande, ser médica, cumprir o sonho da família, ou da mente doentia da mãe mesmo Nada ela podia fazer, nem ir pra festinha com amigo, mano, nem cinema a mãe dela deixava ela curtir, a mina tinha que acordar com a cara nos livros e dormir da mesmo forma Essas porras de mães que não conseguem alcançar o próprio sonho e daí, acabam com a vida dos filhos, obrigando a conseguirem o que eles mesmos

