Otávio saiu dali bufando de raiva, às pessoas presentes no cimiterio só olhavam e comentavam em tom baixo entre si, o que me deixou nervoso e irritado.
Obrigado por me defender César - disse leonam sorrindo
-Imagina, eu Jamais deixaria o bruto do Otávio fazer-te mal
- cara eu não consigo entender porque que você ficou com aquele i****a tanto tempo
- eu o amava , para falar à verdade eu ainda o amo_ digo
Leonam mudou a feição do seu rosto, levantou e me encarou...
- mesmo depois de tudo que ele fez? _disse ele com as mãos na cintura
Nesse momento às pessoas começaram à ir embora aos poucos nos deixando a sós...
- Não dá para apagar da minha mente tudo que eu vivi com o Otávio em todos esses anos , isso não é algo automático leonam
- ter te traído com seu melhor amigo não basta?
- tudo isso ainda é muito recente, e para falar à verdade, eu não quero tocar nesse assunto, essa é uma ferida que ainda não sarou , eu acabo de perder meu pai, à minha vida está de pernas para o ar, e eu preciso organizar tudo
- me desculpa não foi minha intenção te aborrecer com esse assunto, eu quero que saibas que podes contar comigo sempre
- Eu sei sim, nesses últimos dias você têm se mostrado um amigo de verdade
Ele sorriu e nada disse, o céu estava ligeiramente mais nublado indicando que iria chuver, saímos do cimiterio pegamos um táxi até minha casa, uma hora depois chegamos, o táxi nos deixou em frente à casa....
-Têm certeza que você vai ficar bem sozinho? _perguntou leonam
- tenho sim, eu estou precisando ficar um pouco só, amanhã a gente conversa
- se precisar de alguma coisa me liga tá, que eu venho correndo
- pode deixar, se cuida viu _digo o abraçando
Nós soltamos do abraço e nos despedimos ele pegou um táxi que estava passando e foi embora, entrei dentro da casa, ao entrar senti à mesma vazia e sem vida, sentei no sofá e peguei um porta retrato de uma foto minha com meu pai, vendo aquela foto comecei à sorrir ao lembrar daquele dia, daquele momento que juntos passamos....
Que falta o senhor me faz meu pai - digo olhando a fotografia enquanto acariciava o rosto do meu pai na na mesma!
_______Duas semanas depois _________
Nestas semanas que passaram Otávio não voltou à me procurar e isso foi à melhor coisa que ele poderia ter feito, em fim ele havia entendido que devia deixar-me em paz , várias vezes me cruzava com Tiago no meio da rua uma vez que somos vizinhos, ele tentava falar comigo mas eu não deixava, uma vez que nem olhar na cara dele eu conseguia mais , por esse motivo fora outros acabei tomando uma decisão sobre o rumo da minha vida, decidi vender à casa que meu pai me deixou e com o dinheiro da venda da mesma recomeçar à minha vida em outro lugar, longe de tudo e todos que eu não queria por perto...
O dia estava começando e eu já estava empacotando certas coisas que eu iria doar, pois minha viagem estava marcada para o dia seguinte , os móveis maiores eu já havia me desfeito dos mesmos e a casa estava praticamente vazia ficando apenas a cama , eu estava concentrando até que ouço à campainha tocar....
-Quem será essa hora... Leonam você aqui - digo abrindo à porta.
Ele ainda não sabia que eu ia embora, isto porque eu estava tentando procurar às palavras certas à dias para contá-lo à notícia da minha viagem.
- surpreso em me ver? - perguntou sorrindo.
- para falar à verdade sim, são 07 da manhã agora
- Eu vim te fazer um convite, uma vez que hoje é nosso dia de folga no supermercado.
Ele ainda estava na porta, ou seja ainda não tinha entrado e visto que à casa estava vazia praticamente.
- sabe o que é... _digo mais ele me corta
- César você está extranho, você está me escondendo alguma coisa? _perguntou
- Eu? Imagina, impressão tua _digo apreensivo
- Não é impressão minha, você está vermelho e suando, eu te conheço
Nesse momento ele impurou a porta e entrou, ficando espantado com o vazio da casa, sua feição no rosto mudou completamente.
- Onde foram parar os móveis dessa casa?_perguntou incrédulo
- Eu ia te contar só estava encontrando as palavras certas e o momento certo para tal
- Do que você está falando? - perguntou apreensivo.
Respirei fundo e ganhei coragem para contá-lo à verdade.
- Eu vou embora Leonam _digo com um aperto no coração
-Embora como assim? Para onde? _disse ele assustado
- Eu vou morar em outro país, vou recomeçar minha vida em outro lugar, eu preciso fazer isso, eu sinto que é o melhor agora
- Que país? _perguntou
- Istanbul... Turquia
- precisava ser tão longe assim? Você não pode ir César _disse ele se aproximando
- Como assim eu não posso ir, eu não tenho mais nada que me prenda aqui
- será que você não percebeu até agora?
- do que você está falando? _pergunto sem entender
- Eu te amo César, desde à primeira vez que te vi, e eu não vou aguentar ficar longe de ti
Aquelas palavras entraram como bombas no meu Ouvido, eu fiquei completamente estático e sem reacção nenhuma, eu jamais poderia imaginar que Leonam me via de outro jeito além de amigos....
Ele chegou mais perto e começou a tocar meu rosto com suas mãos
- Eu te imploro não vá fica aqui, pode não ser comigo, eu só quero estar perto de você nem que seja como amigo apenas
- Eu estou chocado, eu nunca pensei que você pudesse me.... - digo mas ele me corta com um beijo
Ele Puchou-me pela cintura e começou a me beijar, no princípio eu fiquei sem reação, mais acabei me entregando ao beijo à medida que ia sentindo o toque de suas mãos , passeando por meu corpo, levei meus braços e coloquei em volta do seu pescoço, uma vez que ele era alto em relação a mim, e cada vez mais o beijo ficava mais intenso e voras, fomos parando com Leves selinhos, e foi nesse momento que eu notei que estávamos sendo observados por alguém, virei para porta e dei de carra com Otávio estático.