Caterina Gallo 12 dias depois Sexta-feira de manhã, o campus estava agitado como sempre: o cheiro de café queimado da cantina misturado ao aroma de grama recém-cortada do jardim central, vozes altas ecoando pelos corredores de concreto, o sol da Calábria batendo forte nas janelas antigas do prédio de Letras e aquecendo tudo como se quisesse derreter o inverno que ainda teimava em ficar. Eu estava saindo da aula de Teoria da Literatura, a bolsa pesada de livros e anotações pendentes no meu ombro, o cabelo preso num coque bagunçado porque o vento tinha estragado tudo no caminho do carro até aqui. Vittorio me seguia a uns metros de distância, como sempre, a presença dele uma sombra constante que eu já nem sentia mais. Eu estava distraída, revisando mentalmente as datas da prova da próxima

