Prólogo

246 Words
1 ano antes Sangue. Há sangue por toda parte. Uma poça se espalha, se multiplicando. Há sangue nos meus pés, na minha pele, no meu cabelo. Consigo sentir o gosto, o cheiro. Está me cobrindo. - Faz alguma coisa, p***a! - Uma voz grita ao longe, me acordando do transe que me encontrava. Meus olhos se fixam no homem deitado a minha frente, bonito por sinal. Tinha perfurações no abdomên e outras escoriações mas, o mais grave naquele momento, era os tiros que haviam entrado e não havia saído. Podendo morrer a qualquer momento. Seus olhos esverdeados estão fixos em mim, quando começo a me mover tentando estancar o sangramento. Era muito sangue, mais sangue que havia visto na faculdade. Ele faz uns barulhos estranhos, como se estivesse se afogando, sufocando, no próprio sangue e não duvidava disso, pois sua expressão era de dor. - Você não vai morrer - prometo, lembrando o quê se era necessário para fazer, para reverter aquela situação. A faculdade não ensinava na prática o quê tínhamos que fazer em uma situação como aquela. O que sabia, era o quê havia aprendido em livros. Nunca nos colocaram diante de uma pessoa com perfurações de tiros, agonizando e prestes a morrer. A mão dele segura com força meu braço, tamanha a força que começo a sentir um pouco de dor. Meus olhos lacrimejam ao sustentar seu olhar, sentindo por alguma razão empatia por ele. Aquele não seria o dia que ele morreria.
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