As borboletas ganham asas no meu estômago e eu poderia jurar que estão batendo as asas dentro de mim. Reprimo um sorriso tímido, mas não consigo evitar. As palavras de Maira ecoam na minha cabeça. Não sei se quero que Dominic seja meu, mas a ideia dele ser meu é tentadora. Quase caio da cadeira quando Maira coloca a mão na minha cara. — Tem alguém em casa, Elena? Eu suspiro e tento fingir que não estava perdida em pensamentos. — Eu estava escutando. — Ah, estava? Maira apoia os cotovelos na mesa e se inclina na minha direção. — E o que você achou do que eu disse? — Eu... Viro os lábios entre os dentes. — Sinto muito. Não estava ouvindo. — Deixe-me adivinhar. Você estava pensando em Dominic, certo? Céus. Odeio que ela me leia como se eu fosse um livro aberto. — Foi, mas não é o

