CAPÍTULO SEIS Ele nunca se esqueceria daquele dia. Lembrava-se de estar de pé à porta. Os lençóis embolados aos pés da cama e a caneta prateada brilhante que ela usou para rabiscar o bilhete ainda estava na mesa-de-cabeceira. Seus olhos perscrutavam o ponto no chão ao lado da cama onde tinha descoberto o frasco vazio de comprimidos que jazia ao lado. Ele havia discado 911 e minutos depois ouviu à distância a sirene perfurante da ambulância cortando através do denso ar da manhã. Como um zumbi, ficou do lado de fora da porta da frente, esperando, até que a ambulância estacionasse no meio-fio e silenciasse sua sirene. Os paramédicos apressaram-se em entrar e examinaram o corpo frio dela, da cor do alabastro. Momentos depois, a colocaram na maca com um lençol branco encostado no rosto. Os do

