Quanto mais ele fala, mais meu corpo colapsa. Toda a minha i********e parece pegar fogo e se contrair de t***o. Dói. Dói de tanto pulsar. Nunca senti algo assim antes. Como se eu pudesse chorar agora mesmo se ele não aliviar essa pressão doentia.
— Eu quero que você me masturbe — sussurro. — Quero que me f**a com seus dedos e me faça gozar neles. Quero que chupe e sinta meu gosto, quero gemer seu nome, Don.
— Você quer me enlouquecer, p***a… — Ele me empurra, descontrolado, e puxa meu cabelo com força. O dilúvio de luxúria em seus olhos encontram os meus, e seu olhar desce até minha boca.
Quero que ele me beije.
Quero saber como é ter sua língua quente na minha, sua possessão por completo, sua ira sobre mim.
Sinto minha lubrificação escorrer e me esfrego contra ele. Mas Don apenas chupa dois dedos, molhando-os bem, e então coloca a ponta do indicador na minha virilha, serpenteando suavemente, brincando com a ideia de ir mais fundo. O simples roçar da pele dele em mim me faz entrar em combustão.
Seguro um gemido sôfrego quando ele finalmente esfrega os dedos entre meus grandes lábios completamente molhados, abrindo-os e roçando no clítoris para me provocar. Movo os quadris em incentivo para que continue. Choramingo. Cravo as unhas em seus ombros, arrasto-as por seu pescoço, o encaro como se fosse devorá-lo. Ele desliza os dedos até minha entrada e a penetra devagar, fazendo movimentos que disparam o caos por todo o meu corpo, levando de mim uma lamúria esganiçada, sem voz.
— Vou gozar, Deus… p***a…
— Você nunca teve um orgasmo, Louise? — Ele continua movimentando os dedos, estimula meu clítoris, me faz revirar os olhos de prazer. A voz dele perto desse jeito, rouca, provocante, é o ápice da minha insanidade. — Contrai a b****a pra mim. — Eu contraio. Sinto seus dedos mais apertados dentro de mim, fazendo um movimento interno que me deixa louca. — Mais uma vez. — Oh, Deus, p**a merda! — Não goze ainda. — Ele repete o movimento, dessa vez, intensificando em meu c******s. Meu corpo está chegando em um limite assustador. — Quero que você se imagine rebolando no meu p*u. — Sim, sim, mil vezes sim. Como eu queria, eu daria tudo por isso bem agora. — Tá gostoso, Barbie?
— Muito… — Minha voz sai estrangulada.
— Rebola mais… Imagine minha língua dentro de você, entrando e saindo… — Ofego, apertando seu corpo contra o meu, puxando seu rosto para mim.
— Me beija. Me deixar gozar beijando você.
Ouço estalos de uma risada soprada. Ele está rindo. O canto de sua boca discretamente curvado. Eu deveria ficar com raiva por ele achar graça do meu suplício, mas vê-lo desse jeito, rindo com um ar safado, isso faz meu peito arder em chamas.
— Tem tanta coisa que eu ainda quero fazer com você, Lou…
Meu corpo começa a convulsionar. Deixo um gemido alto escapar antes de morder seu ombro com intensidade. E eu mordo com força. Muita força. Quando mais ele mete seus dedos, mais eu gemo e colapso. Começo a gemer coisas desconexas, sentindo o controle do meu corpo se esvair.
— Vem, goza pra mim… — Ele chega mais perto, a boca roçando na minha. — Vou sentir seu cheiro em cada p**a que eu tocar. Vou pensar em você quando elas chuparem meu p*u. Vou ver seu rosto quando eu as f***r. E você, Barbie… Você terá a mesma maldição que eu. Nenhum outro vai te satisfazer. Nenhum será suficiente. Nenhum chegará nem perto de como você apenas me imagina arrebentando essa sua b****a gostosa.
Lágrimas brotam no canto dos meus olhos quando todo o meu corpo se enrijece e minha b****a sofre espasmos incontroláveis. A sensação que me entorpece é arrebatadora, está por todos os cantos. Tremo. Convulsiono. Enquanto isso, Don me segura em seus braços.
Preciso de alguns minutos para recuperar o ar.
Ele tira lentamente os dedos de dentro de mim. Nosso contato visual não se quebra nem por um segundo. Ele chupa os próprios dedos molhados do meu êxtase, e isso me arrepia inteira.
Um toque ressoa no ar, competindo com minha respiração ofegante. Don leva alguns segundos para colocar a mão no bolso e puxar o aparelho.
E a mágica se encerra com três palavras:
— Vai pra casa.
Então, ele desvia o olhar e se afasta. Sua voz baixa e rouca tomando cada vez mais distância.
É nesse momento que a realidade volta à tona.
O que foi isso? O que eu fiz?
Pisco, atônita. Controlo a respiração. Ajeito meu vestido e o cabelo. Ainda confusa e agitada, consigo sentir os dedos dele dentro de mim. A ressaca moral surge, silenciosa, e se alastra por todo o corpo. Me faz inflar os pulmões.
O que eu fiz é irremediável. Tão, tão gostoso, mas tão errado.
Deixei que Don Santoro entrasse, e ele plantou o m*l em mim.
Um m*l que eu sei, eu sinto, que vai me consumir por inteiro.