No fundo, você sabe: ele é um homem digno de tudo o que te alertaram. Ele não presta. Não merece confiança. Mas está te dominando. Rastejando pelos seus pensamentos dia e noite. Você se toca imaginando-o entre as suas pernas e sabe que não devia alimentar isso. Mas como evitar o inevitável?
O perigo.
O erro.
O pecado.
Eles são tão convidativos… Esse homem vai te destruir, garota.
Ele é o tipo que suas amigas condenariam.
Que te desmonta com o olhar.
Que te deixa molhada sem precisar te tocar.
Você gosta de como se sente quando ele te enforca, de como pode se libertar sob as mãos dele. O tipo que te fode tão forte a ponto de se sentir suja.
É tão bom e tão errado…
Ele te reivindicou.
E você não consegue odiá-lo por isso. Ele diz que quer te conhecer de verdade. Tocar em seus demônios. Enxergar além das cicatrizes expostas. Aqui está. Ele observa enquanto você se apresenta.
Você reluz em um ringue banhado de sangue. É a penitência dele. Aquela capaz de fazer o temível Don Santoro se ajoelhar. Você não consegue controlar o desejo.
A devoção.
A química.
Ele te faz tocar o céu quando está entre suas pernas, tomando seu corpo com uma paixão que desarma suas defesas. Ele se enraíza no seu peito, alcança os lugares mais obscuros da sua mente, e isso te excita. Talvez seja isso que conectou vocês. Ele conheceu seu pior lado e te amou. Você conheceu o pior dele e o amou de volta. Vocês fizeram das cicatrizes constelações de um universo caótico. Transformaram o gosto amargo do perigo em um licor caro. Fizeram do pecado algo fascinante, atraente, divino. Porque, no fundo, vocês sempre foram iguais. Almas perdidas que se devoram. Monstros que se reconhecem.
Ora caça, ora caçador.
Assassinos.