Capítulo 4

1189 Words
Régis estava na sala conversando com a mãe de Rafaela. " A senhora sabe muito bem o que o Manoel fez com a sua filha e você fechou os olhos e virou as costas para Rafaela, ele foi no quarto dela enquanto ela estava dormindo, ficou passando a mão nos s***s dela e a senhora preferiu acreditar nele." "Régis deixa que que elas duas se resolvam não fique se intrometendo que você não sabe da verdade. "Eu sei sim, Rafaela jamais inventaria uma história dessa." "Ela implicava muito com o padrasto, deve estar falando isso pensando que irei me separar dele." " Vou lá no quarto buscar ela, não adianta falar com o Regis ele jamais vai acreditar na gente." Chegando no quarto Cida não encontrou Rafaela e nem a bolsa. "Eu acho que ela fugiu, porque não está no quarto e a bolsa dela também sumiu." Régis correu e não a encontrou, e realmente a bolsa não estava, então saiu apressadamente e entrou no carro e foi procurá-la. Passou pela praça, pelas ruas, foi até a escola e nada de encontrar, foi até a rodoviária mas também não a encontrou. Rafaela já estava a caminho do Rio de Janeiro, com esperança de começar a trabalhar e organizar a sua vida para não depender mais de sua mãe e não conviver mais com seu padrasto. Estava assustada, pois não conhecia ninguém e não sabia para onde ir, mas não tinha outra alternativa ,não podia ficar na casa do Regis, e não queria continuar naquela cidade. Já chegando na madrugada o ônibus parou, na rodoviária do Rio de Janeiro. Ela desceu e todos pegavam suas bolsas e iam embora, enquanto ela não sabia o que fazer, preferiu ficar lá por perto, comprou comida e ficou deitada no banco. Ali ela estaria protegida, para no outro dia procurar emprego. Acordou com a luz do sol em seu rosto, foi até o banheiro da rodoviária tomou um banho trocou de roupa, comprou um sanduíche e saiu à procura de emprego nas lojas. Foi em padarias, lanchonetes mas todos queriam que ela desse o endereço de onde morava e acabavam não a contratando. Passou o dia indo em vários locais e recebendo a mesma resposta que não poderia se ela não tivesse um endereço, ela até decidiu contar o que tinha acontecido mas mesmo assim,todos não queriam contratá-la. Já estava tudo escuro e voltou para a rodoviária, com fome e cansada, para dormir mais uma vez naquele banco. Nossa, um dia perdido, fui em vários locais mas ninguém quis me contratar, não sei o que vou fazer da minha vida. É melhor eu ir dormir para amanhã tentar arrumar emprego de novo. Rafaela pegou o seu moletom e vestiu cobriu sua cabeça e deitou no banco perto de onde os ônibus paravam. As pessoas passavam e viam aquela jovem tão bonita ali deitada sozinha,ficavam pensando que estaria acontecendo. Mas ninguém parava para oferecer uma ajuda. No outro dia a mesma coisa andou andou e não conseguiu nada, seu dinheiro já estava acabando e ela não teria mais como comprar comida e nem água. O dono da lanchonete ficou prestando atenção em Rafaela, já fazia três noites que ela dormia ali naquele banco ,então se aproximou e tentou conversar. "Oi boa noite, eu sou o dono da lanchonete ,eu fiquei prestando atenção já você tem dormido aqui várias noites, você não mora aqui no Rio de Janeiro não tem família na cidade? "Não,meus pais faleceram e vim tentar a vida aqui no Rio de Janeiro, e como não tenho família aqui e não arrumei nenhum emprego ainda,fico dormindo aqui na rodoviária que acho mais seguro." "Você já jantou,está com fome?" "Sim estou com fome e com sede." "Venha eu estou quase fechando a lanchonete, mas da tempo de você comer alguma coisa antes de dormir." Rafaela levantou do banco e foi com ele que preparou um sanduíche e um suco para ela . "Obrigada,muito obrigada." "Moça eu tenho filhas da sua idade, e eu sei que você deve estar passando por um momento muito difícil o que eu puder fazer para te ajudar eu farei, não tenho muita condições,mas no que eu posso vou te ajudar,não estou procurando funcionária, mas amanhã se você estiver por aqui pode me ajudar a servir os pratos na mesa e pelo menos o almoço e o jantar vou lhe dar,na minha casa também não posso te levar,mas fique aqui na rodoviária até ter condições de alugar um quarto,e estará segura." "Ok,obrigada." Rafaela voltou para o banco e se cobriu com o moletom e foi dormir, o ônibus parou e uma mulher bem vestida desceu e ficou ali olhando a Rafaela deitada, pegou algumas moedas da carteira e colocou do lado dela no banco, E logo depois entrou no carro vermelho que estava parado já esperando por ela. Rafaela pegou as moedas e guardou e continuou deitada até mais uma vez acordar com sol batendo em seu rosto. Nesse dia decidiu não sair para procurar emprego, preferiu ficar na lanchonete ajudando, varreu passou o pano na frente da lanchonete ajudou a cortar as verduras e fazer os sucos, e assim garantir o seu almoço e o seu jantar. Ainda estava parada na lanchonete quando viu passando o mesmo carro vermelho que viu a mulher entrando na noite anterior. O carro ficou parado perto da lanchonete, Rafaela se despediu e foi para o banco para dormir. Percebeu que a mesma mulher que tinha dado as moedas desceu do carro e vinha em direção a ela. "Oi garota como é seu nome ." " Rafaela." "Prazer o meu nome é Lourraine, e o que é que uma moça tão bonita está fazendo aqui dormindo no banco de da rodoviária." "Meus pais faleceram e vim aqui no Rio de Janeiro tentar refazer a minha vida mas até agora não arrumei emprego,e não tenho onde morar." "Bem, eu posso te ajudar se você quiser." "Você está procurando alguém, para trabalhar para você." "Sim, eu tenho uma casa de shows melhor dizendo, um bordel, e estou procurando uma menina para trabalhar para mim." "Não obrigada eu jamais trabalharia me prostituindo,ainda não fui de homem nem um,e quero me guardar para meu casamento." " Lindo e muito romântico,mas eu não estou procurando uma menina para se prostituir, eu estou procurando uma dançarina, e você é muito bonita seus olhos verdes vai chamar bastante atenção dos clientes,e não precisa f********o,so precisaria dançar." "Eu não sei dançar e também Imagino que você colocaria roupas muito curtas para mim vestir." Sim é claro mas você só seria uma dançarina, e também ganharia seu dinheiro teria onde dormir e comer não iria precisar ficar dormindo mais nesse banco da rodoviária, pense bem, amanhã à noite esse carro estará aqui parado novamente, caso você aceite é só entrar." Lourraine pegou novamente moedas e deu para ela, entrou no carro e foi embora. Rafaela passou a noite em claro pensando como seria se aceitasse aquele convite, amanhã o carro estaria novamente esperando por ela e teria que decidir se preferia continua ali dormindo naquele banco,ou aceitaria a oferta daquela mulher.
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