O celular vibrou mais uma vez sobre a cama, quebrando o silêncio que Priscila havia tentado construir ao seu redor. Ela estava sentada no chão, encostada na lateral da cama, com os olhos fixos na tela apagada, como se pudesse evitar o inevitável apenas ignorando aquilo. Mas ela sabia quem era. Sabia antes mesmo de olhar. Respirou fundo, passando a mão pelos cabelos, tentando acalmar o coração que insistia em acelerar sempre que ele aparecia — mesmo que fosse apenas em forma de mensagem. Quando finalmente pegou o celular, o nome dele brilhou na tela. Macario Uma única mensagem. “Quero te ver hoje. Mesmo lugar.” Priscila fechou os olhos por um segundo, sentindo aquele misto de ansiedade e culpa que já começava a se tornar familiar. Seu primeiro impulso foi digitar um “não”. Era o que

