capítulo dez

2338 Words
25 de dezembro de 1991: Estava sentada desenhando um rosto e todos eles ficavam estranhos. Eu precisava de uma foto, de uma imagem para tentar relembrar cada mínimo detalhe de Tom Riddle. Mas eu não tinha nada. Se eu estivesse em Hogwarts eu poderia pegar o anuário de 1945 e ver seu rosto mais uma vez, mas nem isso eu poderia fazer. Tudo que sobrou dele foi o diário e.... Paro de pensar e bato no meu rosto pela burrice que me assolou alguns segundos atrás. Eu tinha algo muito melhor que uma fotografia, eu tinha o Tom Riddle adolescente. Me levanto da cadeira e vou até o meu closet para pegar a minha carteira, eu estava tão ocupada com a preparação do jantar de hoje a noite que eu nem tirei as Horcrux de dentro da carteira. Pego a carteira e enfio minha mão dentro da mesma para pegar a caixa. Encontro ela e retiro a mesma de dentro da carteira. A caixa estava na minha mão e eu jogo a carteira em algum lugar do quarto, vou até a escrivaninha e coloco a caixa em cima dela e pego a minha varinha para fazer ela voltar ao tamanho normal. Quando ela volta eu abro a caixa e retiro o diário da mesma, me sento na cadeira e pego uma pena para começar a escrever para Tom. Me desculpe por não ter te respondido, eu estava com presa naquele dia. A tinta sumiu e rapidamente Tom escreveu e sua caligrafia era impecável. ????? ??? ?? ????????? ?? ???? ?? ??????? ? ???? ? ????. Tom realmente não gostava de perder, aínda mais se sua liberdade estivesse em jogo. Me chamo Tessa Lestrange, eu lhe conheço pelo meu pai. Rabastan Lestrange. Na verdade eu o conhecia pela sua fama, mas isso eu poderia deixar para mais tarde. ???? ????????? ??? ??á???? Perguntou depois de alguns segundos, e eu sentia minha magia indo embora e se juntado ao diário. Pedi a um duende que roubasse ele do cofre Malfoy. Se eu quisesse sua confiança eu deveria contar algumas verdades. ??? ???? Porque eu quero lhe reerguer, Lorde Voldemort. O senhor morreu ou quase isso e eu preciso do senhor. ??? ???? Para minha vingança pessoal. Eu irei lhe devolver um corpo, me ajudaria? ?? ??? ???????? Eu preciso lhe desenhar, você poderia me puxar para dentro do diário para que eu pudesse lhe desenhar? ???. O diário começou a brilhar e eu pego meu caderno e pena e sou puxada para dentro do diário, eu estava sentada a sua frente em um sofá confortável de couro, eu estava no salão comunal da Sonserina. Olho para ele e o mesmo estava com uma camisa social branca com os dois botões de cima abertos, seus lábios estavam avermelhados como se tivesse bebido sangue. Seus olhos castanhos quase verdes me fizeram relembrar meu sonho molhado. Ele era lindo e eu não poderia negar isso. Seus cabelos assimétricos eram bonitos, mas seu cacho que sempre caia em sua testa lhe dava um charme a mais. Suas mangas estavam levantadas até o antebraço e as veias do seu braço me fazia deseja-lo, que ele me pegasse pela cintura. Suas pernas estavam cruzadas como se ele fosse um rei e eu uma mera plebeia encantada com sua beleza avassaladora. Meu coração pulou e errou uma batida, pela beleza que eu via. _ Olá Tom.- Digo sorrindo e cruzando as pernas._ É bom lhe reencontrar novamente. _ Já nos encontramos? _ Eu já lhe vi com seu rosto de cobra e já vi você.- Aponto para ele._ Eu já vim aqui, mas em uma realidade diferente. _ Você é do futuro, eu presumo.- Disse ele categórico._ E por quê você quer me ajudar? _ Para eu ter minha vingança e você é o único que pode me ajudar. _ Contra quem? _ Contra a luz, eles me mataram apenas porquê meu pai te segue. _ Você não deveria estar com raiva do seu pai? _ Não, nunca. Eu amo meu pai e não conseguiria levantar minha varinha contra ele. _ Muito filial. _ Eu tento ser. _ Como vai me ajudar? _ Irei fazer um corpo para você, com a pedra filosofal. Eu irei lhe dar um corpo e preciso de sua imagem. Quantos anos você gostaria de ter? _ Minha Horcrux me impede de envelhecer até meus 25 anos, me de um corpo dessa idade.- Disse sorrindo e aquele sorriso abalou todas as minhas estruturas. _ Ok, poderia posar para mim?- Ele apenas colocou sua mão segurando a cabeça e sorriu. Maldito charme. _ Obrigada, será muito útil. _ Tento ser.- Começo a fazer o esboço._ Poderia me informar sua idade? _ Tenho quinze, mas minha idade mental é vinte e dois.- Digo enquanto concentrava minha atenção na curvatura do corpo._ Poderia tirar a blusa e a calça?- Pergunto sentindo minhas bochechas queimarem. _ Se é para seu desenho não posso ir contra. Se levantou e por Merlin, eu estava adorando aquilo. Ele começou a desabotoar a camisa e eu pude ver sua linha "v", seu abdômen definido e músculos que a camisa social me impedia de ver. Aquela era a melhor visão que eu já tive em toda a minha vida. Começo a desenhar como se minha vida dependesse disso e quando eu estava fazendo os gominhos de seu abdômen ele já começava a desabotoar a calça. _ Está gostando da vista?- Disse sorrindo, sua voz estava rouca e eu tive que apertar minhas pernas cruzadas._ Percebo que sim. Gostaria que eu continuasse? _ Se o senhor quiser.- Digo o olhando, eu estava o secando. Como eu não poderia lhe desejar? Esse homem a minha frente era a personificação de um Deus grego. Ele começou a deslizar a calça e cada pele branca a mostra eu já conseguia vizualizar o corpo perfeito. Quando ele tirou tudo e ficou apenas com uma cueca preta ele deu uma voltinha sorrindo. _ Acho que o senhor está gostando de desfilar para mim.- Digo fazendo seus músculos definidos. _ Como eu não deveria? Uma mulher linda está bem na minha frente, o que você queria?- Ele era bastante manipulador e eu estava adorando ser manipulada. _ Está gostando de me manipular?- Olho para ele e o mesmo continuava sorrindo. _ Eu acho que sim e você? Está gostando de ser manipulada por mim? _ Como eu não poderia gostar? Um homem lindo está semi nu na minha frente.- Ele gargalhou e foi uma risada maravilhosa. _ Seu senso de humor é maravilhoso. _ Eu fico lisonjeada.- Termino de fazer seus cabelos. Ele ficou quieto e eu continuei fazendo meu desenho e ele me perguntou: _ Eu tenho uma Lady? _ Que eu saiba você teve uma filha com Bellatrix Lestrange. _ Uma parente sua? _ Na verdade ela é apenas a mulher do meu tio, ela era uma Black.- Digo continuando a desenhar. _ Eu fiquei feliz? _ Eu não sei, você deveria estar ocupado preparando a guerra ou você não gostou de receber uma filha. _ Eu não seria assim. _ Por quê não?- Passo meus dedos pelo desenho, sombreando algumas partes. _ Eu gostaria de ganhar uma princesa.- O olho e o mesmo estava sério._ Ou um príncipe, eu não me importo com o gênero, só que a mãe da criança deve entender que talvez eles sejam igual a mim... _ Por causa da poção, eu compreendo.- Ele concordou sério._ Não fique sério, eu preciso que você sorria para mim. _ Isso não será difícil, Lestrange. _ Me chamando assim eu posso pensar que você quer minha tia, me chame de Tessa.- Digo terminando seu quadril. _ Tessa.- Sua voz rouca me chamou e eu senti um arrepio no corpo._ Está arrepiada. _ Quem não ficaria arrepiada com uma voz tão sensual assim? Por Merlin, você é uma beldade. _ E você também, você é linda e tem curvas de outro mundo. Seus lábios pequenos e vermelhos me lembram cereja e eu gostaria de prova-los para saber se eles tem o mesmo sabor. _ Meu primeiro beijo será com meu marido. _ É noiva?- olhou para minhas mãos nuas._ Não vejo anel. _ Não tenho noivo, mas um dia terei e eu estou me guardando para ele ou ficarei sozinha para todo o sempre. _ Será difícil você fazer a segunda opção, sua beleza e caráter são encantadores. _ Levarei isso como um elogio.- Paro de brincadeiras e me concentro no desenho. Ele apenas me olhava e me analisava de de cima a baixo. Quando eu termino eu dou um suspiro e um sorriso. Eu fiz três desenhos, um sentado, um em pé vestindo um terno e um nu. _ Tome.- Me levanto entregando ele o desenho._ Me de uma nota de 1 a 10. _ Lhe darei 11. _ Está f**o? _ Está excelente.- Disse me entregando o caderno e começou a vestir suas roupas novamente._ O que mais você fez por mim? _ Reformei a mansão Slytherin, estou ajuntando suas Horcrux para guarda-las e estou lhe dando um corpo, já que no ritual precisa de saliva e sangue de um virgem.- Digo me sentando. _ E o que você quer em troca. _ Apenas quero que meus pais não morram como da última vez. _ É um pedido fácil de cumprir. _ Eu não ligo para a facilidade, eu apenas quero eles vivos e bem. Eles são meu ponto fraco. _ Não podemos ter um ponto fraco. _ Você teme sua morte, então é um ponto fraco. Somos humanos e humanos temem.- Ele terminou de colocar suas roupas e se sentou. _ Estou curioso sobre a senhorita, palavras bonitas, caráter doce mas ácido, você é uma caixinha de surpresa. Estou louco para abri-la. Sorrio pela sua fala e ele me olha como se tivesse encantado pelo meu sorriso. _ O senhor também fala bonito, devo lhe elogiar.- Me levanto e olho para o salão comunal._ Não mudou muito. _ Sonserina. _ Sim, mas quase morri por eles, bom. Tenho que ir, feliz Natal, Tom.- Digo e ele apenas acena com a cabeça e eu me vejo no meu quarto. Olho para os rascunhos que eu estava fazendo e os amasso. Suspiro fundo e coloco o diário dentro da caixa e pego a minha varinha, fazendo o símbolo das relíquias da morte. A f***a se abre e eu coloco a caixa lá dentro. E começou a escrever as coisas que eu já sabia e peguei. Saber fazer um corpo✓ Horcrux diário✓ Horcrux diadema✓ Horcrux taça✓ Faltava bastante coisa, mas eu não podia desanimar, quando eu fizer o corpo para Tom, ele poderá me ajudar a buscar as Horcrux e sua cobra. Eu só preciso de calma e paciência e isso eu tinha de sobra. Levanto da cadeira e vou até o espelho que tinha no meu quarto, me olho nele e começo a ver meu vestido verde escuro de veludo, que ia até meus joelhos. Ele tinha uma gola quadrada que deixava meu b***o elevado. Ele tinha como estampa várias estrelas em branco e fazia um contraste bonito com o verde do vestido. O mesmo tinha uma manga cumprida de tule. Meus pés eu usava um salto nude e eu até que não estava nada m*l para um jantar apenas de duas pessoas. _ Toc, toc.- Olho para a porta e vejo minha mãe impecável, a mesma vestia um vestido que ia até o calcanhares, o mesmo era de alças médias. O mesmo imitava uma galáxia, o mesmo tinha três cores mas não deixava de ser bonito, a primeira cor era azul escuro até a altura do quadril, depois vinha um azul claro e no final um branco. E pelo vestido tinhas estrelas. _ Está linda mamãe.- Seu sorriso se alargou e em seus lábios tinha um batom vermelho._ Papai morreria de parada cardíaca se te visse. _ Não seja tão boba, eu só lhe daria um ataque cardíaco na cama.- Mamãe fazendo piada de duplo sentindo? Irá chover. _ Eu não direi nada. _ Vamos para a sala de jantar, o jantar já esta pronto. _ Mas é cedo.- Para mim era duas da tarde. _ Cedo? São oito da noite.- Por Merlin eu quase morei dentro do diário._ Sua cabeça deve estar na lua.- Pegou o meu braço e andamos devagar até chegar na escada. Descemos um degraus de cada vez e fomos para a sala de jantar. Todos os elfos da mansão estavam na sala. _ Madame, senhorita.- Disseram eles._ Feliz Natal. _ Para vocês também.- Dissemos. _ Sentem e comam, vocês merecem. E eles não fizeram de rogados, eles se sentaram na mesa e começaram a comer. Eu me sentei ao lado de mamãe que estava sentada na cabeceira da mesa. _ Meus avós iriam gostar desse jantar.- Digo partindo o bacalhau. _ Genevive e Chistoffer iriam gostar.- Eram meus avós paternos, os mesmos morreram na primeira guerra bruxa, eles morreram quando eu tinha 4 anos. _ Camilly e Victor também iriam gostar.- Meus avós maternos. _ Eles iriam gostar do pavê.- Sorriu._ Só temos mais alguns dias, sentirei saudades de você. _ Então somos duas. E obrigada pelo cofre, eu apreciei muito o whisky. _ Era o melhor whisky que eu achei, eu sei de algumas coisinhas sobre o Lorde e o homem é fascinado por um whisky. _ Então eu tenho algo em comum com o Lorde. _ Não sabia que bebia, onde aprendeu? _ Mamãe, eu bebo cerveja amanteigada como se fosse água, eu e alguns garotos tomamos hidromel e whisky de fogo. _ Grifinórios. _ Corvinos.- Digo sorrindo._ E Lufanos, eles são mais corajosos do que os próprios Grifinórios. _ Não posso falar que é mentira, sou uma Lufana como muito orgulho. _ Mas sempre estava no meio de um Sonserino. _ O que quer que eu faça? Os Sonserinos tinham mais senso de humor. Aquela noite foi regada de risos, conversas animadas e de alegria. Meu coração estava quentinho por aquele dia.
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