capítulo sete

2179 Words
20 de novembro de 1991: Olho para os livros que estavam esparramados na cama e olho para o relógio, me jogando na cama. Eu só queria dormir um pouco e tirar esse cansaço dos meus ombros, mas não dá. Já estava quase na hora do café da manhã. Quem mandou ficar estudando sobre feitiços das trevas e invocação de alma? m***a. Giro minha mão e os livros sumiram de minha vista, pego meu caderno de anotações e o deixo em cima da cama. Vou até a cadeira e pego minha toalha, indo até o banheiro. Vou até ao chuveiro e o abro, indo para trás para a água gelada não respingar em mim. _Voltei. - Disse a bolinha azul. _ Estava espionando uma pessoa e ela é muito interessante. _Achei que eu fosse interessante. - Digo emburrado, entrando embaixo do chuveiro. _ A semana toda você ficou lendo, isso é chato. O outro não, ele tem até uma pessoa atrás da cabeça. _ Você está falando do Quirino? - Confirmou. _ Ele é muito mais interessante, desde daquele dia que te vi conversando com ele, comecei a segui-lo. _ Por quê? _ Não sei, apenas gostei dele. - Falou feliz e termino meu banho. Quando termino de tomar banho, já me sentia mais viva e não a zumbi que estava antes. Pego a toalha e a enrolo no corpo, indo até a minha cama, me sentando nela. Olho pensativa para o meu guarda-roupa e vejo a data no meu calendário de parede, não posso ficar só indo nas aulas ou lendo sobre minhas coisas. Deveria pegar a Horcrux e com isso, poderia usar a sala precisa como sala de treinamento. Ok, hoje não iria para a aula, apenas comeria alguma coisa no Grande Salão e iria para a sala precisa. Levantei-me da cama e retiro a toalha do meu corpo, a colocando enrolada na minha cabeça. Abro o guarda-roupa e retiro meu uniforme e lingerie bege. Coloco eles e retiro a toalha da minha cabeça. Começo a pentear meus cabelos e eles ficaram cheios, faço um feitiço para diminuir o volume e ficaram lindos. Pego a meia e os sapatos, os colocando. Vou até ao banheiro para escovar os dentes. Volto para o quarto e pego meu caderno de anotações. Precisava ver como faria o corpo de Tom. Tem tanta coisa para fazer. Saio do quarto, fechando a porta atrás de mim, desço a escada que me levava para o salão comunal e passo por alguns alunos que transitavam por ali. Saio do salão e vou em direção do Grande Salão. Enquanto esse mês se passava, fiquei pensando em algo. Meus antigos amigos viraram as costas para mim e devido a isso não tinha ninguém para conversar, apenas o Tom ocasionalmente. Mas ele não contava, ou contava? Entro no Grande Salão e me sento no meu lugar de sempre, na ponta dos fundos. Começo a comer e beber meu café e as corujas começavam a voar, uma carta voou em minha direção e um grito pôde ser ouvido, olho para frente e vejo que todos olhavam para o Draco que tinha acabado de gritar. _ O que houve? - Perguntei assustada. _ O cofre Malfoy, Black e outro que não sei de quem é, foi roubado. - Gemma tentava acalmar o garoto. _ Roubaram muita coisa? - Até mesmo Tom ficou atento aquela conversa. _ Apenas um diário e uma taça. - Draco suspirou. _ Pensei que tinha roubado os galeões. - Sorriu. Olho para a mesa dos professores e Quirino estava pálido como um papel. Abro a carta e era de Caspra. ───※ ·❆· ※─── Lestrange: Consegui pegar os seus pertences e estão guardados comigo, quando puder, venha pegá-los. Eles estão meio irritados comigo estando com eles. O roubo do cofre teve que ser noticiado para dar mais impacto. Malfoy quase me bateu, mas estou bem. Como todos os Black estão presos e Harry ainda não sabe que tem pose no nome Black, ninguém veio reclamar. Espero-lhe. Com respeito e admiração, Caspra. ───※ ·❆· ※─── Faço a folha começar a pegar fogo e todos me olharam. _ Não sabia que era boa com magia natural. - Cristal falou. _ Tem muita coisa que vocês não sabem sobre mim, apenas supõe. - Digo terminando meu café da manhã. _ Com licença. - Limpo a minha com o guardanapo e saio daquele salão. E vou para a grande escadaria, subindo os degraus quase infinitos daquele lugar. Quando cheguei no sétimo andar, pensei que estava morrendo, mas era só meus pulmões reclamando da rápida subida. Ando devagar até a parede da sala precisa e começo a pensar na Horcrux. Alguns segundos depois, a porta de madeira apareceu e entrei naquele lugar. Ali estava o lixão ou achados e perdidos de Hogwarts. Ele tinha montanhas e mais montanhas de objetos perdidos e só procurava um, em meio dessa zona. _ O que está procurando? - O fantasma apareceu. _ Um diadema. - Digo a ela e ela flutua para o alto, voltando correndo para mim. _ Achou? _ Sim, vem, eu te mostro. - Começou a flutuar rapidamente, e comecei a correr atrás dela. Era difícil de correr e olhar para onde andava, mas pelo menos não cai em nenhuma pilha de entulho. _ Aqui está, na caixa. - Disse flutuando em cima da caixa de madeira, ela estava em cima de um armário. E se não estivesse enganada, esse deveria ser o armário sumidouro. O Armário que Draco passou meses mexendo nele até que funcionasse. Levito a caixa que estava em cima dele e a abro, vendo que a magia n***a era notável naquela joia. _ Olá, primeira Horcrux, seja boazinha comigo e serei com você. - A magia ficou menos agressiva. _ Não vou te diminuir, fique tranquila, apenas vou te colocar em um lugar que apenas eu conheço. - A magia não fez nenhuma pio e aceitou de bom grado ser colocada na f***a. Pego a minha varinha no meu bolso e faço as relíquias da morte no ar e uma f***a com beiradas vermelhas como fogo se abriu. Coloco a varinha no lugar e olho para os lados, a sala começou a mudar. _ Não sabia que essa sala fazia isso. - Rodopiou no ar. A sala virou uma sala rustica, com uma lareira e sofás de couro marrom, como se fosse o chalé da Merfina. Estalo meus dedos e meus livros apareceram no chão daquela sala, adorava essa travessia do anjo, que pena que sabia pouco sobre ela. _ O que você vai fazer? Estudar de novo? _ Sim, preciso ver como posso fazer um corpo, já viu zumbis? - Ela concordou. _ Então, vou fazer igual um zumbi. Sentei-me no chão e começo a folhear o sumário, e acho o que queria. Fazer corpo com Horcrux... Pág. 49 Quase pulei de felicidade e fui ansiosa para a página 49. Quando paro na página, tinha uma explicação do que era Horcrux e como fazer uma. Esse livro serviria para o Tom daquele tempo. Nas páginas seguintes, explicava como era o corpo humano e como ele poderia ser feito. Era aquela parte estava procurando. ───※ ·❆· ※─── O corpo humano não pode ser fabricado por uma poção, ou feitiço e sim, com a pedra filosofal. ───※ ·❆· ※─── Fácil, já a teria no final do semestre. ───※ ·❆· ※─── Quando a pedra filosofal é unida com o sangue de uma virgem e saliva. O corpo humano pode ser feito com a imaginação da virgem. ───※ ·❆· ※─── Espera, posso fazê-lo bonito! Por Merlim, vou ser reembolsada? Mas se ele não quiser me pagar? Posso fazê-lo sem pênis... Tento imaginar Tom sem pênis e minha imaginação ficou bloqueada. É meu caro, Tom, você vai ganhar um pênis, m***a. Posso fazer uma verruga no seu nariz... Não, deixa ele ser perfeito mesmo, se ele não quiser me pagar, não tem problema, no final teria minha vingança. Continuo a ler a página que me explicava como fazer o ritual do sangue com a pedra filosofal. Era apenas colocar a pedra em um caldeirão grande, jogar uma Horcrux no caldeirão, sangue e saliva de uma virgem, no caso eu. Colocar o receptáculo, caso tivesse e começar a cantar uma música dos mortos. E depois de cantar, devo começar a idealizar o homem perfeito dos meus sonhos e alguns minutos o Lorde surgiria. Suas memórias serão desde o seu nascimento, até o dia que ele ganhou um novo corpo. Isso era bom, pelo menos não precisaria explicar para ele, que ele é o vilão da história. Depois de alguns avisos estranhos, termino de ler o capítulo. Agora sabia como fazer um corpo, mas até agora não entendi o porquê da pedra filosofal, por que precisava dela? Talvez a pedra seja o novo coração do homem, já que para fazer uma pedra filosofal precisava de muito sangue e várias vidas são desperdiçadas devido a isso. Até que faz sentido essa minha teoria... Pego meu caderno de anotações e anoto. Se minha teoria for concretizada, poderia ganhar muito em cima dessa hipótese. Fecho o livro e começo outro, dessa vez sobre a invocação. Tinha aprendido pouco naquele dia da biblioteca e depois não aprendi mais nada, apenas li sobre a invocação nos livros. E ela parecia ser uma matéria interessantíssima, mas como tinha que aprender sozinha, era meio que difícil. Abro o livro e vou para o capítulo cinco. Ali falava sobre a invocação dos mortos. ───※ ·❆· ※─── Qualquer alma, seja ela pura ou impura, pode ser invocada, menos almas de demônios e demônios em si. Isso era trabalho para a rainha do submundo e não para a rainha dos mortos. ───※ ·❆· ※─── Como esse livro sabia que viraria a rainha dos mortos? Será que esse livro só era destinado às rainhas? ───※ ·❆· ※─── A alma pode ser colocada em qualquer receptáculo, seja ele de sangue ou cadáver. Quando o receptáculo estiver ainda ativo, a alma poderá ser colocada na f***a do d***o. ───※ ·❆· ※─── Termino o capítulo cinco e vou para o seis, que era sobre despertar da herança. ───※ ·❆· ※─── Quando a rainha se apaixonar, um novo feitiço será equipado em sua alma e corpo. Qualquer parte desmembrada do corpo da rainha, poderá ser restaurado. ───※ ·❆· ※─── Que legal, até o livro joga na minha cara que não tenho vida amorosa. Mas até que o feitiço é interessante. Continuo lendo o capítulo e no final, algo chamou minha atenção ───※ ·❆· ※─── Se a rainha for envenenada, nada acontecerá. Todas as doenças, venenos serão curados. Dormir aumentará a capacidade de regeneração. ───※ ·❆· ※─── Ok, sou forte e só preciso de prática. Preciso de um professor urgentemente. Penso nas minhas opções de professores e só um fica na minha cabeça. E ele com toda a certeza me falará um não. Maldito, Lorde. Começo a ler o capítulo sete e ele era dos receptáculos, ou soldados das sombras. Um nome interessante. Tinha dois tipos, o de sangue como criei naquele dia, ou do corpo já sem vida, mas o corpo sem vida poderia ocorrer falhas. ───※ ·❆· ※─── A chance de falha é extremamente grande, quando o corpo é de um bruxo experiente ou quanto mais tempo se passou desde a morte do bruxo. ───※ ·❆· ※─── Então deveria ficar mais forte para ter o corpo de Dumbledore como meu bichinho de estimação. Volto a ler o próximo parágrafo e era de absorção de alma ou sombra. ───※ ·❆· ※─── Os receptáculos, salvos na f***a do d***o, poderão ser convocados e absorvidos quando e onde o convocador desejar. ───※ ·❆· ※─── Isso era demais, estava em êxtase, seria fodidamente forte. Olho para o nada e penso onde guardaria as Horcrux depois que me for, não ficaria com o Lorde para sempre. Pego meu caderno de anotações e começo a escrever uma carta. ───※ ·❆· ※─── Mamãe: Estou morrendo de saudades de você, mas venho lhe pedir mais um favor. Espero não está sendo mimada demais. Quero que a senhora faça um cofre no quarto principal e ele precisa de ter várias caixas de vidros, tenho que guardar algumas coisas. Quero que o cofre seja extremamente seguro. Confio em você. Com amor e carinho, sua filha. ───※ ·❆· ※─── Dobro a carta e chamo Jarr, como estava na sala precisa, ela poderia invocar elfos ou outras coisas. _ Jarr. - Ele observava minha bagunça. _ Leve para mamãe. _ Com prazer. - Pegou a carta e se foi. Agora, vamos desenhar, precisava de um rosto perfeito para o Lorde.
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